The Wrap: Streaming Wars

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No The Wrap desta semana, falamos da aquisição da MGM Studios pela Amazon por US$ 8,5 bilhões e contamos como isso faz parte da estratégia do Prime Video para rivalizar com a concorrência.

Streaming Wars

A Amazon nasceu como um e-commerce e, ao entrar no mundo do streaming, se viu enfrentando veteranos do audiovisual, com serviços recheados de títulos e séries clássicas. Com a compra da MGM Studio, a Amazon Prime Video busca equiparar seu catálogo ao da concorrência. Entenda a situação no The Wrap desta semana.

 

A Netflix foi o primeiro grande serviço de streaming do planeta. Quando a empresa começou, os direitos de transmissão digital não eram muito discutidos, já que os Estados Unidos tinham o Hulu como principal streaming, uma plataforma que não era amplamente utilizada e não era central na estratégia de mídia da Disney, seu proprietário.

 

A empresa aproveitou o cenário e fechou contrato para ter grandes títulos, como todos os filmes da Marvel e grandes séries como Friends. O problema é que a Netflix cresceu demais, a ponto de grandes estúdios enxergarem o potencial do mercado que a empresa de Reed Hastings desbravou e criar serviços de streaming próprios.

 

Com esse movimento, a companhia perdeu a Marvel para a Disney+, Friends para a HBO Max e diversos outros títulos. Segundo levantamento da Business Insider, a Netflix tinha, em 2012, 11 mil séries em seu catálogo. Em 2020, eram 5.838 seriados disponíveis no serviço. Já o catálogo de filmes caiu de 6.755 em 2010 para 3.730 em 2020.

 

A fuga de conteúdos foi um sinal de alerta para a Netflix, que entendeu que seu modelo de negócios não se sustentaria sem um bom catálogo e teve que se adaptar. A empresa deixou de ser um serviço de streaming para se tornar uma produtora de filmes e séries. A estratégia deu certo, já que a companhia ainda é líder no seu setor e tem produções de renome, como Roma, filme que levou três Oscars.

 

Quem também teve de se adaptar ao novo setor foi a Amazon. A empresa que começou como e-commerce, lançou hardwares como o Kindle, comprou redes de supermercado e entrou no mundo do streaming com o Prime Video. Porém, diferentemente da Netflix, o streaming da Amazon entrou em um mercado consolidado, sem possibilidades de contratar catálogo de outras produtoras. A solução foi criar conteúdo próprio.

 

A estratégia vem dando certo, já que o Prime Video é o segundo streaming de vídeo com mais assinatura nos Estados Unidos. O problema está no futuro.

 

A concorrência acirrou

 

Nos últimos anos, dois serviços de streaming gigantes entraram no mercado. O primeiro foi o Disney+, plataforma da marca do Mickey que junta conteúdos do estúdio de animação Pixar e a recém adquirida Fox. Somente no primeiro trimestre deste ano, a plataforma teve 11,8 milhões de novos assinantes ante 8,3 milhões de novas assinaturas da Netflix.

 

O segundo novo player do setor é a HBO Max, que conta com catálogo de produtoras como Warner Bros e séries do canal homônimo. O grande trunfo do serviço está em seus lançamentos semanais, que atraem tanta audiência que fazem o sistema cair recorrentemente. A empresa superou a meta de assinantes até o fim de 2021, com 73,8 milhões de usuários pagantes.

 

A chegada de novos serviços amparados por estúdios e produtoras clássicos ligaram o sinal de alerta para o streaming de Jeff Bezos, que apesar de ser difundido, não consegue se equiparar com a concorrência quando o assunto são títulos clássicos. A saída para esse problema foi buscar um estúdio concorrente em má situação financeira, pronto para ser adquirido: foi então que a Amazon encontrou a Metro-Goldwyn-Mayer (MGM).

 

O estúdio do leão que ruge (cena clássica que aparece no início dos filmes) vinha em situação financeira delicada e chegou a declarar falência em 2010, após admitir que não conseguiria pagar uma dívida de US$ 4 bilhões a seus credores. A empresa passou por reestruturação, mas nunca conseguiu se recuperar totalmente da queda, especialmente com custos cada vez mais altos de produção.

 

A situação fez brilhar os olhos da Amazon, que enxergou na MGM a chance de adicionar títulos clássicos a seu catálogo. Após uma oferta de US$ 8,5 bilhões, o streaming de Jeff Bezos comprou o estúdio clássico. Agora o Prime Video terá disponível todos os filmes das séries de James Bond, Rocky, Pantera Cor de Rosa, além de filmes como Legalmente Loira, Creed, Robocop, O Silêncio dos Inocentes e séries como The Handsmaid’s Tale, Fargo e Vikings.

 

 

*Esse conteúdo é apenas informativo e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos.


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