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Spotlight: Fortescue Metals Group (FSUGY)

A história de um homem que construiu um império de minério de ferro e agora está revolucionando o setor de mineração

Sendo um continente de solos vermelhos e rico em minerais, a mineração sempre foi a espinha dorsal da moderna economia australiana.

O que começou com ouro rapidamente se expandiu para incluir cobre, urânio e carvão. Ainda assim, o único material que realmente impulsionou a Austrália para a era moderna foi o minério de ferro, através do qual o país se tornaria vital para criar a infraestrutura de aço do mundo.

É aí que surge a Fortescue Metals Group ($FSUGY). Fundada em 2003 por Andrew “Twiggy” Forrest, a Fortescue subiu rapidamente no cenário de mineração para garantir o título de terceiro maior produtor de minério de ferro da Austrália.

O início

 O futuro gigante de Andrew Forrest começou do zero na região subdesenvolvida de Pilbara, na Austrália Ocidental. Nessa época, a região era escassamente povoada, inexplorada e subdesenvolvida. Ainda assim, Forrest tinha mais do que apenas um sonho: ele tinha um plano, e apenas um ano depois, a Fortescue anunciou a descoberta do maior depósito de minério de ferro da Austrália, com 2,4 bilhões de toneladas em jazidas. A empresa rapidamente alinhou contratos de vendas de longo prazo para 45 milhões de toneladas por ano, e o resto foi história. Será mesmo?

Uma coisa é minerar um recurso; outra é transportar o minério até o destino final em um local sem estradas, trilhos ou infraestrutura de apoio. Para colocar isso em números, a empresa foi obrigada a desenvolver mais de 260 km de linhas ferroviárias pesadas, além de vários locais de atracação para cargueiros gigantes e uma variedade de infraestrutura de apoio, passando desde locais de acomodação para funcionários, até oficinas mecânicas para reparos. O custo total para desenvolver a infraestrutura? Dois bilhões de dólares, e isso foi antes mesmo da mina ser construída. Ainda assim, por meio de uma combinação de habilmente explorar os mercados financeiros internacionais, o acordo anual de compra e as 2,4 bilhões de toneladas de reservas comprovadas, Twiggy tornou seu sonho realidade em 2006, garantindo US$ 3,7 bilhões em financiamento.

Aqui e agora

 A Fortescue ainda depende de Pilbara para a maior parte de sua receita anual, expandindo as operações na região para três hubs principais, com um quarto em desenvolvimento. No ano fiscal de 2021, Pilbara produziu 182 milhões de toneladas de minério de ferro, sendo responsável pela maioria dos US$ 10 bilhões em lucro líquido que a companhia registrou no período.

 Além do minério de ferro, a empresa agora possui 760 km da “ferrovia de transporte pesado mais rápida do mundo”, oito transportadores de minério de capacidade de 260.000 toneladas e várias plantas de processamento. A lição é clara, se você deseja construir uma empresa de mineração multibilionária, é melhor saber como gerenciar a infraestrutura.

Um novo material para um novo século

 O minério de ferro sempre será uma grande parte de Fortescue, mas Twiggy ainda está faminto por crescimento. Felizmente para os acionistas, a empresa acredita ter encontrado a próxima grande novidade na pequena, mas em rápida expansão, indústria de hidrogênio.

 Mas quão grande poderia ser o hidrogênio? De acordo com Twiggy, “o mercado de hidrogênio verde poderia gerar receitas, no mínimo, de US$ 12 trilhões até 2050, sendo maior do que qualquer indústria que temos agora. E a Austrália, com a sorte característica, tem tudo o que precisa para ser líder mundial, mas apenas se agir rápido”.

 Ainda assim, no mínimo, o hidrogênio oferece à Fortescue mais do que apenas uma fonte alternativa de renda, mas também um benefício secundário que reduz as despesas da divisão de minério de ferro. A mineração geralmente ocorre em áreas remotas com pouca ou nenhuma infraestrutura existente. Isso pode levar a custos de energia significativos, pois a empresa é forçada a usar tudo, desde geradores a diesel e painéis solares até a construção de mini usinas de energia. O hidrogênio verde produzido por eletrólise no local (alimentado por energia eólica e/ou solar) seria teoricamente barato, fácil de configurar e basicamente requer apenas água. A melhor parte, a única emissão do hidrogênio quando usado é o vapor de água.

ESG e ganância são bons

Levando tudo isso em consideração, no ano fiscal de 2021, a Fortescue fundou a Fortescue Future Industries (FFI) com o mandato de criar um “portfólio global de oportunidades de energia renovável”. O verdadeiro foco da FFI é tornar-se líder mundial na produção de hidrogênio verde e na fabricação de máquinas de eletrólise e equipamentos relacionados.

Mesmo assim, a FFI ainda é nova e a empresa ainda está longe da produção de hidrogênio. E, no entanto, Twiggy já provou que é mais do que uma promessa vazia. Em 10 de outubro de 2021, a FFI anunciou seu primeiro investimento de até US$ 650 milhões, criando um Green Energy Manufacturing Center (GEM) em Gladstone, Queensland. O foco inicial deste centro será a produção de eletrolisadores em escala multi-gigawatt, com o primeiro previsto para sair das linhas de montagem no “início de 2023”.

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros.

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