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The Wrap: Tech Food

Empresas de fast food usam tecnologia para reduzir tempo de espera nas filas dos restaurantes

Tech Food

O uso de inteligência artificial, internet das coisas (IoT) e Software as a Service vêm alterando o consumo em diversos aspectos da economia – os setores financeiro, industrial, logístico e de educação são alguns deles. Na mesma onda, a cadeia de alimentos e bebidas passou a contar com tecnologia de ponta para melhorar a experiência do cliente.

 

Aliás, uma das estratégias aplicadas em shoppings e redes de varejo e em empresas de alimentação é analisar a base de dados para entender o perfil e o comportamento do consumidor. Agora, o Taco Bell resolveu ir além.

 

Fundada em 1954 na Califórnia, a rede americana de restaurantes inspirada na culinária tex-mex colocou em prática, na última semana, o Taco Bell Defy, conceito de loja que propõe um redesenho do drive-thru. 

 

A cozinha na unidade do Brooklyn Park, em Minnesota (EUA), fica localizada no segundo andar do prédio da Taco Bell. Os atendentes entregam os pedidos feitos via app por consumidores ou para entregadores de delivery em um elevador projetado em forma de tubo. Caso necessário, os clientes ainda podem falar com os atendentes por meio de áudio e vídeo.

 

Segundo o presidente da companhia, Mike Grams, o “objetivo ousado” visa desenvolver uma experiência de 2 minutos ou menos para aqueles que escolhem o drive-thru. “O Taco Bell Defy é o futuro”, afirmou o executivo em depoimento. Comodidade é tudo, não?

 

Empresas modificam drive-thru

 

Essa tendência de evolução digital para aumentar a base de usuários tem como pano de fundo o crescimento das receitas das empresas a cada hora de funcionamento. Quanto menor o tempo gasto na fila, mais clientes consomem. Por consequência, essa estratégia resulta em maior faturamento.

 

Outra a modificar a produção nos últimos meses foi a Chipotle. A franquia especializada em tacos, burritos e quesadillas tem a sua própria cozinha digital. Localizada na cidade de Cuyahoga Falls, no estado de Ohio (EUA), a dark kitchen – modelo que ganhou espaço nos Estados Unidos e Brasil – aceita apenas pedidos online, apesar de disponibilizar a opção drive-thru e algumas mesas na área externa.

 

No McDonald’s, a saída escolhida desde o final de 2020 são os estacionamentos e pontos de drive-thru exclusivos para a retirada de pedidos. Além disso, a gigante do fast food implementou o MyMcDonald’s Rewards, programa de fidelidade da marca. Os usuários recebem pontos no consumo para trocar por refeições no futuro (algo similar ao modelo das redes de varejo).

 

Digitalização ganha força

 

Se o avanço da tecnologia já era tendência antes da pandemia, com os primeiros pedidos por aplicativos entre 2016 e 2017, o uso de ferramentas digitais na cadeia alimentícia evoluiu durante o isolamento social. 

 

Com os pontos físicos fechados, o drive-thru foi utilizado como uma das saídas de restaurantes e bares para que a produção continuasse chegando até os clientes com segurança.

 

A retomada da economia nos Estados Unidos foi marcada por uma situação no mínimo curiosa: a dificuldade para contratar novos funcionários fez com que as empresas utilizassem robôs para registrar e entregar os pedidos nos pontos físicos. Apesar da inflação elevada, os EUA têm uma taxa de desemprego de 3,6%.

 

 

*Esse conteúdo é apenas informativo e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos.


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