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The Wrap: Redes sociais: a disputa por atenção

Se você tem mais de 25 anos, certamente já fez parte das comunidades do Orkut e do MSN. E é com esse espírito nostálgico que falamos sobre as mudanças, quase que obrigatórias, que as redes sociais precisam fazer para vencer suas concorrentes. Quer saber mais sobre as estratégias da empresa e relembrar algumas redes sociais que desapareceram ao longo dos anos?

5 ações atingindo máximas nas últimas 52 semanas

  • Upwork (UPWK) +4.1%
  • Caravana (CVNA) + 2.2%
  • Adobe (ADBE) + 1.4%
  • Intuit (INTU) + 1.1%
  • Visa (V) + 1.1%

* Não consiste em recomendação de compra/venda de ativos.

Redes sociais: a disputa por atenção

Lembra quando o Instagram surgiu, em 2010, rivalizando com o Facebook, que na época já era um jovem senhor para os padrões da internet? O novo app era objetivamente um aplicativo de fotos e logo fez sucesso com anônimos e famosos. Atualmente, celebridades e subcelebridades acumulam milhares de seguidores e influenciam diretamente a vida de quase todo mundo. Para se ter ideia, o próprio perfil do Instagram conta com mais de 400 milhões de seguidores, seguido por Cristiano Ronaldo, já com mais de 308 milhões de fãs, e Ariana Grande, que já acumula 248 milhões de seguidores. Mas esses números imensos parecem não ser o suficiente.

Passados 11 anos de seu lançamento, o executivo chefe do Instagram, Adam Mosseri, usou sua conta pessoal na rede social no fim de junho para dizer que o Instagram “não é mais um app de compartilhamento de fotos quadradas” e que “mudanças estão vindo”.

Essas mudanças referem-se a quatro pontos que envolvem criadores de conteúdo, vídeos, compras e troca de mensagens, mas principalmente vídeos. Tudo porque a competitividade nas redes sociais está super aquecida e apps de vídeo, como o TikTok, têm dominado o mercado.  Não é de hoje que o Instagram busca melhorias para ficar atualizado frente à concorrência. Em 2018, por exemplo, lançou o IGTV para disputar diretamente com o YouTube. Depois, para dividir mercado com o TikTok, lançou o Reels, ferramenta que oferece vídeos mais curtos e objetivos, com a adição de efeitos especiais e trilhas sonoras.

Antes disso, em 2016, o Instagram criou a ferramenta Stories, cujos conteúdos postados desaparecem 24 horas após a publicação, para combater diretamente o Snapchat, que desde 2011 já causava grande repercussão e ganhava muitos usuários com os posts que ficavam disponíveis por um curto período de tempo. Quase toda grande rede social seguiu a novidade e aderiu aos stories: Facebook, Twitter, WhatsApp e Linkedin também oferecem o recurso.

Tanta atualização, foco em inovação e olho aberto diante das novidades da concorrência, tem dado resultado e, segundo a plataforma de dados Statista, o Instagram conta com 1,2 bilhão de usuários ativos no mundo todo. Mas o chinês TikTok já está chegando lá, atualmente, tem 732 milhões de usuários ativos e já é o app mais baixado do mundo. Mas, enquanto essas apostas não são lançadas, resolvemos relembrar duas redes sociais que partiram dessa e hoje não existem mais, justamente por não conseguirem inovar e se adaptar a todo esse movimento.

Orkut

O Orkut, uma rede social filiada ao Google, é tipo a Blockbuster que foi superadíssima com a chegada do Netflix. Foi criado em janeiro de 2004 pelo engenheiro turco do Google Orkut Büyükkökten e desativado dez anos depois, em setembro de 2014. No Brasil, foi o primeiro grande fenômeno da internet e contava com mais de 30 milhões de usuários brasileiros, tanto que a rede social passou a ser operada por aqui em 2008.

Acontece que o Facebook, de Mark Zuckerberg, contemporâneo do Orkut (lançado um mês depois, em fevereiro de 2004), foi gradativamente ganhando o mundo. Desde 2011, o Orkut só perdia acessos, o que piorou com a popularização do Twitter, criado em 2006 por  Jack Dorsey, Evan Williams, Biz Stone e Noah Glass. Resultado: em 2012 o Facebook já era a  maior rede social virtual em todo o mundo ao atingir a marca de 1 bilhão de usuários ativos – aproveitou a febre para fazer seu IPO na época, o maior da história das empresas de internet dos Estados Unidos, com ações oferecidas ao preço inicial de US$ 38, o que rendeu US$ 16 bilhões à companhia e levou a rede social à avaliação de US$ 104 bilhões. Em 2016, já post mortem do Orkut, a rede de Zuckerberg atingiu a marca de 2 bilhões de usuários ativos.

MSN

O The Microsoft Network, lançado em 1994, foi o mensageiro mais popular do mundo por muito tempo e era uma grande evolução do hoje já retrô ICQ (um verdadeiro senhor de 24 anos de idade, ainda ativo).

Era pelo MSN que o bate-papo privado entre amigos acontecia nos anos 2000, quando os usuários tinham a opção de fazer a tela da outra pessoa tremer para chamar sua atenção. O serviço da Microsoft avançou tanto que chegou a suportar chamadas de vídeo, mas, em 2011, a Microsoft comprou o Skype e começou a priorizar a plataforma. Dois anos depois, o MSN era oficialmente encerrado, em um processo que terminou apenas em 2014 com o fim do programa para os usuários chineses.

Nostalgia à parte, se tratando de redes sociais novidades não param de surgir, como é o caso do Clubhouse, rede social só de áudios que causou grande comoção no início de 2021.

Definitivamente, quem quer se manter vivo neste mercado de redes sociais, precisa mesmo ficar atento. Sorte de nós, usuários, que continuamos com o entretenimento garantido.

O que estamos lendo | “Faça fortuna com ações, antes que seja tarde”, de Décio Bazin

A maioria dos investidores conhece Luiz Barsi Filho, o maior investidor individual da bolsa de valores do Brasil. Aos 82 anos, sua fortuna é estimada acima dos R$ 2 bilhões e seu patrimônio foi construído com investimentos de longo prazo em ações. O livro “Faça fortuna com ações, antes que seja tarde”, do jornalista e investidor Décio Bazin, é uma das poucas obras que Barsi costuma recomendar.

No livro, um clássico dos anos 1990, Bazin mostra como trilhar com segurança os caminhos da bolsa de valores e oferece um roteiro simples e claro de como operar com lucro. A estratégia adotada pelo autor continua sendo válida nos dias de hoje, já que é focada em ações que pagam dividendos e na formação de uma carteira sólida, com foco no longo prazo.

Além de explicar o que considerar na hora de selecionar as melhores ações das melhores empresas, o autor conta muitas histórias dos bastidores da bolsa de valores. É interessante ao investidor dos dias de hoje, não só pelas técnicas mais fundamentalistas, como também pelo seu valor histórico.

5 maiores altas da semana

  • Celldex Therapeutics (CLDX) +42,5%
  • Clene (CLNN) +29,6%
  • IRSA (IRS) +23,8%
  • Sohu.com (SOHU) +23,3%
  • BioHaven (BHVN) +2,5%

5 maiores quedas da semana

  • Viant Tech (DSP) -22,6%
  • Proterra (PTRA) -21,6%
  • AMC Entertainment (AMC) -21,2%
  • Beam Therapeutics (BEAM) -19,7%
  • Stem, Inc (STEM) -19,3%

Rapidinhas de mercado

Upgrade na Nintendo

No dia 8 de outubro, a Nintendo lançará um novo modelo do console Switch com tela Oled, que será comercializado a US$ 349,99. A expectativa do mercado era que a empresa lançasse um Switch com uma CPU aprimorada e compatível com jogos em 4K quando conectado à televisão. No entanto, essas melhorias ainda não foram apresentadas.

Passeio no espaço

O bilionário britânico Richard Branson completou no domingo (11) a primeira missão turística ao espaço. Ele embarcou na nave da sua própria empresa, a Virgin Galactic e após passar 90 minutos em gravidade zero, o empresário voltou à Terra em segurança e comemorou o sucesso da missão. Vale lembrar que, Jeff Bezos, dono da Amazon, esperava ser o primeiro a voar para o espaço na Blue Origin, no dia 20 de julho.

Provável salto da Samsung

A Samsung divulgou na quarta-feira (7) um provável salto de 53% no lucro operacional do segundo trimestre, devido aos fortes preços e demanda dos chips. A maior fabricante mundial de chips de memória e smartphones disse que o lucro no trimestre foi de 12,5 trilhões de wones (US$ 11 bilhões), acima do Refinitiv Smart Estimate de 11,3 trilhões de wones. Se confirmado no final deste mês, será o maior lucro do gigante da tecnologia no segundo trimestre desde 2018.


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