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The Wrap: Alibaba e os US$40 bilhões

Depois do sumiço do fundador Jack Ma, no final de 2020, a gigante do varejo chinês tem aumento na receita e chega a 1,3 bilhão de clientes. Veja as perspectivas da empresa no The Wrap desta semana

Alibaba e os US$40 bilhões

Entre o final de 2020 e o início de 2021, um fato inusitado chamou a atenção de quem acompanha o mundo dos negócios. O empresário Jack Ma, fundador do Alibaba, varejista conhecida como a “Amazon chinesa”, simplesmente desapareceu.

 

O sumiço do magnata por cerca de três meses não foi por acaso. O incidente se deu após críticas do bilionário ao sistema financeiro da China, o que foi considerado como uma afronta pelas autoridades, que cada vez mais aumentam a regulação sobre as grandes companhias de tecnologia locais.

 

Na época, o Ant Group, holding que comanda a plataforma de pagamentos AliPay, que também pertence a Ma, estava prestes a fazer o seu IPO nas Bolsas de Xangai e Hong Kong. A abertura de capital da empresa poderia movimentar cerca de US$ 40 bilhões, e faria dele o empresário mais rico da China.

 

Em janeiro de 2021, ele ressurgiu em um vídeo durante a premiação de sua fundação. Nos meses seguintes, atuou nos bastidores para melhorar a relação com o governo chinês. Só reapareceu publicamente de fato em outubro do mesmo ano, em uma viagem à Ibiza, uma das ilhas paradisíacas da Espanha. 

 

Resultado positivo, cenário incerto

 

A estratégia de ter uma atuação mais comedida vem dando certo. Mesmo com a inflação em alta e os recentes lockdowns na China, o Alibaba registrou um bom resultado no primeiro trimestre, ainda mais diante das dificuldades enfrentadas pelo varejo global.

 

De janeiro a março deste ano, o Alibaba anunciou um crescimento de 9% nas suas receitas, para US$ 30,3 bilhões, superando rivais como Baidu e Tencent, cujas vendas subiram 1% cada. Por sua vez, outra chinesa do comércio eletrônico, a JD.com, registrou alta de 18% nas receitas no primeiro trimestre.

 

Mas o Alibaba tem outro motivo para comemorar: a empresa agora soma 1,3 bilhão de clientes no mundo e ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 bilhão de consumidores na China – um feito e tanto. A expectativa é converter esses números em aumento ainda maior dos resultados no longo prazo.

 

No entanto, o executivo-chefe da companhia, Daniel Zhang, já deixou claro que a covid-19 vem prejudicando os resultados do negócio, com impactos nas cadeias de suprimentos e logística. Agora, os consumidores visam mais as compras de itens essenciais. Para dar uma resposta, as autoridades chinesas começaram a afrouxar as medidas restritivas.

 

Segundo a Bloomberg, em meio ao aperto regulatório na China, o Ant Group anunciou nesta semana a criação do ANEXT Bank, banco digital para atender micro, pequenas e médias empresas, em Singapura.

 

Varejistas enfrentam dificuldades

 

Se o Alibaba registrou números positivos na arrancada do ano, nem todas as companhias do setor vivem o mesmo momento. A Amazon, por exemplo, perdeu US$ 3,8 bilhões, o primeiro prejuízo trimestral da empresa de Jeff Bezos desde 2015. Para se ter ideia, a empresa havia apurado lucro de US$ 8,1 bilhões no mesmo período do ano passado.

 

Os efeitos da inflação, a guerra entre Rússia e Ucrânia e problemas na cadeia de suprimentos no mercado tech, além da participação na companhia de veículos elétricos Rivian, foram alguns dos motivos que pesaram sobre a Amazon.

 

No Walmart, outra gigante varejista americana, os números não foram mais animadores. No seu primeiro trimestre fiscal (encerrado em 30 de abril), a companhia teve lucro líquido de US$ 2,05 bilhões, recuo de 24,8% em comparação a igual período de 2021.

 

A esperança para os próximos meses entre as corporações que dependem da economia interna dos Estados Unidos está no aperto dos juros pelo Federal Reserve. Em maio, o Fed elevou a taxa de juros do país em 0,5 ponto porcentual, para 1% ao ano, a maior expansão em 22 anos.

 

 

*Esse conteúdo é apenas informativo e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos.


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