Share

Teco Medina: “Os ventos estão mudando no mercado americano, então é preciso ser mais seletivo na hora da compra.”

No De Olho em Wall Street desta semana, falamos com Teco Medina, autor dos livros “Investindo em Ações – Os primeiros passos”, “Investindo sem Erro” e “Investindo no Futuro”

Teco Medina teve a clareza de que queria trabalhar com o mercado financeiro ainda nos tempos de colégio. Não foi surpresa, portanto, o seu segundo lugar alcançado em uma competição que simulava compra e venda de ações entre faculdades. O prêmio incluía cursos sobre o mercado financeiro, que foram essenciais para colocá-lo de vez no caminho dos mercados acionários.

 

Hoje, Medina fala de investimentos na Rádio CBN, é autor de três livros sobre mercado financeiro e, também, parceiro da Stake.

 

Confira a conversa exclusiva:

 

Como começou a investir?

 

Sempre quis trabalhar com economia, desde o colégio. Quando estava na faculdade, abriram um concurso entre universidades para simular a compra e venda de ações. Foi a primeira vez em que tive contato com isso e fui super bem. Fiquei em segundo lugar e ganhei cursos sobre o assunto.

 

Depois percebi que conseguia fazer isso na vida real. Peguei as reservas que tinha ganhado de parentes e comecei a investir. No início foram apenas ações, que sempre me interessaram mais. E por quase 10 anos só tive ações no Brasil.

 

Qual caminho indica para quem quer começar a investir?

 

Tem que ter o mínimo de conhecimento para saber identificar as vantagens e desvantagens dos ativos.

 

É importante que a pessoa conheça seu perfil e entenda qual risco aceita correr e qual prazo aguenta esperar, para não ter frustrações por conta das variações da bolsa, ou porque algum resultado esperado está demorando para acontecer.

 

As pessoas têm que ter autoconhecimento para dar os primeiros passos. Depois que você aprende as informações básicas, começa a perceber o que funciona melhor para seu perfil.

 

Investir fora do Brasil é possível para quem não tem muita experiência de mercado?

 

Depende do que você quer ser como investidor.

 

Se quiser ser sofisticado, com muitas opções, tem que investir diretamente no exterior. Os BDRs resolvem o problema para quem tem pouco dinheiro e quer explorar os mercados estrangeiros, mas só investindo diretamente lá fora para se beneficiar de toda a liquidez e das ofertas.

 

O caminho para todos é, em algum momento, abrir conta para operar fora do Brasil.

 

Como avalia as diferenças do mercado americano e do mercado brasileiro?

 

O mercado brasileiro é a série B, não temos empresas líquidas, não temos todos os setores representados e alguns estão sub-representados. Tem muito setor no mercado americano que não existe no brasileiro. Para azar do Brasil, os principais que não estão aqui são os de alta tecnologia e disruptivos.

 

O brasileiro antes era privado de muitos setores e de grandes empresas que não estão presentes no mercado nacional, mas hoje temos plataformas como a Stake, que abrem a porta de outros mercados para o investidor do país.

 

Em qual setor você está mais atento hoje no mercado americano? Alguma dica especial?

 

O setor de energia já subiu muito e não sabemos até onde ele vai, mas a economia americana é forte e pujante, então é difícil apostar contra.

 

Dá para ir com parcimônia, aproveitando a oportunidade de setores que estão bombando e que vão continuar assim ou as quedas pontuais de empresas boas, como ocorreu recentemente com Netflix e Meta recentemente.

 

Quais as perspectivas para o mercado americano em 2022?

 

Eu acho que o mercado americano está em um momento clássico de stock picking. A economia está superaquecida por conta de estímulos fiscais e monetários.

 

A bolsa está em alta para algumas coisas, mas acabou aquela “festa” de comprar tudo que cai de valor. Tem que tomar cuidado. Os juros não vão explodir, mas está mudando o vento, então é preciso ser mais seletivo na hora da compra.

 

 

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros. As opiniões expressadas nesse artigo são do entrevistado e não representam necessariamente a opinião da Stake.


Não tem o app da Stake?

Saia na frente! Ganhe uma ação da Nike, Dropbox, GoPro ou uma ação surpresa se você fizer um depósito mínimo de R$1.000 nas primeiras 24h após a abertura da conta.


Relacionados