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“Lucas Augusto: Os três pontos principais que sempre cito para quem quer se iniciar no mercado são: conhecimento, paciência e dinheiro.”

No De Olho em Wall Street desta semana, falamos com Lucas Augusto, um dos fundadores do Antes do Aporte.

Antes de se tornar especialista em fazer o dinheiro trabalhar por ele, Lucas Augusto era mais uma pessoa que, devido ao desequilíbrio em suas contas, trabalhava pelo dinheiro. Tudo mudou quando ele viu amigos organizando as finanças pessoais e percebeu que poderia fazer o mesmo. Quando foi viver nos Estados Unidos, entrou de cabeça no mercado financeiro.

 

Lucas é um dos criadores do Antes do Aporte, que gera conteúdo para quem se interessa em colocar as contas em dia e aproveitar oportunidades de investimentos.

 

Confira, a seguir, a nossa conversa exclusiva:

 

Como começou a investir?

 

Eu era muito descuidado com meu dinheiro e acabava esgotando minhas reservas frequentemente, sem pensar. Após ver alguns amigos se interessando por finanças, comecei a estudar o assunto. Além de melhorar minha vida financeira, eu transformei completamente meu mindset em relação ao dinheiro, e comecei a investir.

 

Quando me mudei para os Estados Unidos, tive um aumento significativo na minha renda, e foi aí que me iniciei no mercado. Enquanto estudava, colocava um pouco de dinheiro na bolsa para entender, na prática, como ela funcionava.

 

Hoje, gero conteúdo diariamente no Antes do Aporte e sou sócio de um escritório de investimentos, onde temos um valor considerável sob custódia e auxiliamos investidores a tomar as melhores decisões. Vi que o mercado carece de atendimento e suporte ao investidor, e decidi investir também fora da bolsa.

 

Qual caminho indica para quem quer começar a investir?

 

Os três pontos principais que sempre cito para quem quer se iniciar no mercado são: conhecimento, paciência e dinheiro. Se você tiver apenas dois desses, não consegue fazer funcionar. Com conhecimento e paciência, mas sem dinheiro, não tem como investir.

 

Com paciência e dinheiro, mas sem conhecimento, você não saberá se está no caminho certo. Ter conhecimento e dinheiro pode ser perigoso, caso você não tenha paciência para acompanhar o mercado.

 

Você investe no exterior? Pensa que investir fora do Brasil também é possível para quem não tem muita experiência de mercado?

 

Eu invisto diretamente em ações e ETFs. Com esse tempo vivendo fora eu pude conhecer algumas empresas estrangeiras de perto, e isso me gerou um certo conforto.

 

Acredito que investir fora é o caminho mais seguro para proteger o patrimônio e qualquer pessoa com um pouco de conhecimento no mercado brasileiro consegue fazer isso. Ainda mais com corretoras como a Stake facilitando a vida do investidor, com aplicativo e suporte em português.

 

Quais as principais oportunidades para investir fora do país? O que perdemos quando ficamos restritos ao mercado brasileiro?

 

Ficar restrito no mercado brasileiro é como ver um trem parando na estação e ver as pessoas entrarem para chegar ao destino final, enquanto você fica de fora. As oportunidades são imensas. Quem se priva disso está olhando o trem ali parado, com as portas abertas, e pensando “o próximo eu pego”.

 

Se expor ao dólar é fundamental nos investimentos. Se compararmos nossa moeda com a dos Estados Unidos, percebemos que, além de obter valorização e rendimentos ao investir no exterior, ainda temos a força da moeda estrangeira dentro de nossa carteira.

 

Como avalia as diferenças do mercado americano e do mercado brasileiro?

 

Eu adoro a bolsa brasileira e acredito que ela tenha inúmeras oportunidades, mas sou a favor da diversificação em vários ativos.

 

Além da oportunidade de se expor a setores que são teoricamente  “fracos” no Brasil, podemos perceber que, historicamente, quem investiu no mercado americano obteve melhores resultados. Na minha opinião, as empresas listadas nele são mais comprometidas com o acionista e não visam entrar no mercado somente pelo ego, como podemos presenciar na bolsa brasileira.

 

Quais as perspectivas para o mercado americano em 2022?

 

O mercado superou quase por completo os impactos da pandemia, mas alguns setores ainda sofrem e irão demorar mais a se recuperar.

 

Espero um ano bem volátil, em que será preciso investir com calma. Vamos observar ajustes na precificação de vários ativos.

 

Mesmo assim, posso afirmar que, se essa rotina se mantiver, e nada muito grave acontecer, será um ótimo ano para quem entrou recentemente no mercado. 2020 e 2021 foram excelentes anos para compras.

 

 

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros. As opiniões expressadas nesse artigo são do entrevistado e não representam necessariamente a opinião da Stake.


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