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Leonardo Silva: “Diversificação é peça-chave para todo investidor que visa obter bons resultados no longo prazo.”

O De Olho em Wall Street desta semana é com Leonardo Silva, fundador do canal Escalando a Vida e um dos sócios da escola de negócios Insatt. Não perca!

Nascido em Aiuruoca, uma pequena cidade do sul de Minas Gerais, Leonardo Silva não tinha à mão muitos materiais sobre educação financeira, mas um livro foi suficiente para ele entrar neste universo: Pai Rico Pai Pobre, de Robert Kiyosaki.

 

Foi esse clássico do mundo das finanças que deu o start  para que Leonardo começasse a investir. Não que o livro traga técnicas de como alocar seu dinheiro, mas ele explica a importância de gerir seu capital. A leitura fez com que Leonardo Silva entendesse como é necessário lidar melhor com o dinheiro.

 

Em 2019, ele criou o canal Escalando a Vida, que hoje conta com 38 mil seguidores, e começou a se dedicar à educação financeira, criando o Método IPP, um treinamento completo sobre inteligência financeira e investimentos. Além disso, tornou-se sócio fundador do Instituto Insatt, uma escola de negócios com foco em liderança e habilidades comportamentais.

 

Confira a conversa exclusiva com esse expert!

 

Como começou a investir?

 

Iniciei meus investimentos em 2017, logo após ler o livro Pai Rico Pai Pobre. Cresci em uma pequena cidade do sul de Minas Gerais, com pouco mais de 7 mil habitantes. Em minha casa, o assunto dinheiro nunca foi alvo de conversas profundas e grandes planos. Então, cada página do livro de Robert Kiyosaki era uma nova descoberta para mim.

 

Comecei a investir na renda fixa, através dos títulos públicos. Alguns meses depois, iniciei na renda variável e nunca mais parei.

 

Eu realmente batalhei para colocar em prática tudo que aprendi naquela leitura. Ele não ensina você a investir, mas te ajuda a criar consciência da importância de cuidar melhor do seu dinheiro e da grande transformação que isso pode ocasionar em sua vida.

 

Que caminho indica para quem quer começar a investir?

 

Clareza, conhecimento e prática formam o caminho ideal.

 

Primeiro você precisa ter clareza de onde você quer chegar em sua vida. Esse item é importante para você entender o porquê de estar abrindo mão de gastar dinheiro agora para investir pensando no futuro.

 

O segundo passo é buscar conhecimento. Entenda a diferença entre renda fixa e renda variável e como esses tipos de ativos vão contribuir não só para seus investimentos como para seus objetivos de vida no geral.

 

Por fim, é a hora de colocar o conhecimento em prática: crie sua conta na corretora, isso vai te ajudar a se familiarizar com a plataforma e com tudo que envolve esse processo.

 

Comece com pouco. Isso é gestão de risco e também te ajudará a controlar suas emoções. No início, é mais fácil aguentar uma variação de R$ 50 do que de R$ 5.000.

 

O restante vem com a experiência da prática.

 

Você investe no exterior? Investir fora do Brasil é possível para quem não tem muita experiência de mercado? 

 

Sim, tenho minha posição formada em criptomoedas e ações.

 

Diferentemente de alguns anos atrás, atualmente é bastante acessível investir no exterior. Temos corretoras, como a Stake, que possibilitam esse processo de maneira simples e com taxas baixas.

 

Além disso, o acesso a informações de qualidade também se tornou algo bem mais comum, facilitando toda a execução.

 

Quais as principais vantagens de investir fora? O que perdemos quando ficamos restritos ao mercado brasileiro?

 

A maior oportunidade está em atrelar sua carteira a uma moeda mais forte e global, como o dólar. A diversificação é peça-chave para todo investidor que visa obter bons resultados no longo prazo. Construir sua carteira se expondo a uma economia mais madura é uma maneira de agir de maneira inteligente.

 

Quando o Brasil está em crise (cena comum do nosso cotidiano), o real perde valor e o dólar dispara. Essa compreensão é suficiente para reservamos parte do nosso capital para investir no exterior.

 

Em qual setor você está mais atento hoje no mercado americano? Alguma dica especial?

 

Quando olhamos para o passado, percebemos que o setor de tecnologia, desde sua criação, foi e continua sendo um setor de destaque. A busca por inovação é incessante.

 

Em quais fatores externos, que podem afetar o mercado, precisamos ficar atentos neste ano?

 

Tudo afeta o mercado. Historicamente, todos os fatos e todas as manchetes alteram o humor do “Senhor Mercado”. Mas quando ampliamos o campo de visão, percebemos que, no longo prazo, a direção é sempre a mesma: para cima!

 

Dessa maneira, entendo que a pandemia, guerras e interesses políticos, inclusive eleição, são fatores que podem influenciar o mercado na atualidade. Esses fatos criam janelas de oportunidades para os investidores.

 

 

 

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros. As opiniões expressadas nesse artigo são do entrevistado e não representam necessariamente a opinião da Stake.


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