Share

Guilherme Suetugo: “Os rendimentos obtidos nos EUA podem ser menores que no Brasil, mas, no longo prazo, costumam ser muito mais estáveis.”

O De Olho em Wall Street desta semana é com Guilherme Suetugo, fundador da página Date com o DinDin e da consultoria Bê-a-bá Investimentos. Não perca!

Guilherme começou a pensar em investimentos já no cursinho, quando colocava na poupança o dinheiro que sobrava no final do mês. Mas foi em conversas de bar com amigos que surgiu a vontade de ir a fundo neste universo. Começou então uma jornada dupla entre faculdade e estudos próprios sobre investimentos.

 

Mais de 10 anos depois do pontapé inicial, Guilherme hoje é dono da Página Date com o DinDin, onde compartilha seu conhecimento de maneira gratuita, além de ter fundado a consultoria Bê-a-bá Investimentos, que oferece serviços profissionais para quem quer investir.

 

Confira a conversa exclusiva!

 

Como começou a investir?

 

Comecei a investir na época do cursinho. Eu recebia uma pensão da minha mãe, que faleceu, e, com o valor, pagava as contas de casa. O que sobrava eu colocava na poupança.

 

Comecei a investir em renda variável em 2009, quando trabalhava no Santander. Escutei conversas de boteco e comecei a me interessar pelo assunto. Estudei investimentos na faculdade de Administração e comprei minha primeira ação, da Petrobras.

 

Qual caminho indica para quem quer começar a investir?

 

Hoje você tem acesso gratuito a diversos conteúdos de qualidade pela internet. Era muito mais complexo quando não tínhamos informações disponíveis. O melhor caminho é investir nos estudos antes de iniciar.

 

Você investe no exterior? Pensa que investir fora do Brasil também é possível para quem não tem muita experiência de mercado?

 

Invisto sim, tanto no mercado de renda variável quanto no mercado imobiliário. Antes, só se investia no exterior quem tinha muito dinheiro e falava inglês. Hoje você pode investir em empresas sólidas, como a Coca-Cola, através da Stake, que disponibiliza relatórios em português que facilitam a vida de todos, mesmo iniciantes.

 

Quais as principais oportunidades de investimento no exterior? O que perdemos quando ficamos restritos ao mercado brasileiro?

 

Quando você investe no exterior, você está se protegendo através de uma moeda forte como o dólar. Além disso, o mercado dos EUA é robusto, com empresas que atuam mundialmente.

 

Quando você se restringe a investir só no Brasil, está exposto a um risco concentrado. Esses últimos anos de pandemia levaram os investidores locais a terem prejuízo. O mercado também reage de forma emocional e o Brasil vive riscos econômicos e políticos reforçados por especulações.

 

Como avalia as diferenças entre o mercado americano e o brasileiro?

 

O mercado brasileiro traz muitas oportunidades quando falamos em empreendedorismo. Acredito que o Brasil ainda tenha muito mais espaço para empreender do que nos Estados Unidos. Porém, a economia americana é mais equilibrada, robusta, e estável. Os rendimentos obtidos nos EUA podem ser menores que no Brasil, mas no longo prazo, costumam ser muito mais estáveis e resistem à especulação.

 

O dólar vai manter a trajetória de alta dos últimos anos ou vamos poder voltar para a Disney?

 

Acredito que ninguém pode prever. O dólar deve se manter como um câmbio forte, pois é a  moeda que move o mundo. Ela não deve se desvalorizar demais, e como eu adoro a Disney, se ficar abaixo dos R$ 5 já está lindo!

 

 

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros. As opiniões expressadas nesse artigo são do entrevistado e não representam necessariamente a opinião da Stake.


Não tem o app da Stake?

Saia na frente! Ganhe uma ação da Nike, Dropbox, GoPro ou uma ação surpresa se você fizer um depósito mínimo de R$1.000 nas primeiras 24h após a abertura da conta.


Relacionados