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Carol Daher: “Quando me abri para o universo da renda variável, entendi que também precisava diversificar e fazer isso em dólar.”

O De Olho em Wall Street desta semana é com Carol Daher, fundadora da consultoria Mulher na Bolsa e autora de dois livros sobre investimentos. Não perca!

Caroline Daher deixou a carreira jurídica para se dedicar ao mercado financeiro e se tornar CEO do próprio dinheiro. Mesmo sendo mestre em Direito e Negócios Internacionais, ela mudou de rumo na profissão ao conhecer seu noivo, que é trader.

 

O universo das finanças sorriu para Carol, que sorriu de volta. Ela se dedicou ao assunto e hoje é analista de investimentos CNPI-T, trader e fundadora da empresa Mulher na Bolsa, que ajuda outras mulheres a entrarem no mercado acionário. A empresa também trouxe para Carol a oportunidade de escrever dois livros sobre o tema.

 

Confira conversa exclusiva:

 

Como começou a investir? 

 

Invisto desde os 18 anos, mas no início era extremamente conservadora. Quando conheci meu noivo, Eduardo Alves, que é trader, comecei a acompanhar de perto o universo da renda variável. Foi um caminho sem volta.

 

Me apaixonei pelos gráficos, me tornei trader e analista de investimentos, fiz uma transição de carreira para viver inteiramente o mercado financeiro. Em 2018, fundei a Mulher na Bolsa — uma empresa que ensina a investir o dinheiro – e, desde então, descomplico o mundo dos investimentos com o livro “escritório na mochila”. Em 2020, publiquei meu segundo livro, chamado “Mulher na Bolsa: guia prático para organizar as finanças e começar a investir”.

 

Qual caminho indica para quem quer começar a investir?

 

Primeiro, estude e entenda o seu perfil como investidor(a). Depois, descubra quais são os seus objetivos e prazos com os investimentos. Quando essas etapas forem concluídas, aí é hora de botar a mão na massa e montar a carteira de investimentos. Perfil, objetivos e prazos devem estar alinhados.

 

Você investe no exterior? Investir fora do Brasil também é possível para quem não tem muita experiência de mercado?

 

Sim, invisto no exterior, e isso é totalmente possível para quem é iniciante. A Stake é uma plataforma inovadora e super intuitiva, principalmente para quem está começando a investir. Hoje é muito mais fácil, até por conta das informações que temos, muito mais compartilhadas e acessíveis do que antigamente.

 

Quais são as vantagens de investir fora? O que perdemos quando ficamos restritos ao mercado brasileiro?

 

Quando me abri para esse universo de renda variável, entendi que eu também precisava diversificar e fazer isso em dólar – uma moeda mais forte do que a nossa. Acho que é importante ter ativos americanos na carteira porque é o maior mercado do mundo, e isso possibilita o acesso e que sejamos acionistas das maiores empresas do mundo.

 

Em que oportunidades está atenta no mercado americano? Algum setor específico?

 

Hoje, na minha estratégia de investimentos, 40% da minha carteira está em dólar, nos Estados Unidos. Eu gosto bastante dos REITS, então minha carteira lá fora é basicamente com REITS e com algumas empresas do “buy and hold”, que gosto muito também, especialmente de tecnologia.

O dólar vai manter a trajetória de alta dos últimos anos ou vamos voltar a viajar para a Disney?

 

Como analista gráfica, acredito que o movimento de alta pode ser retomado no curto prazo, com o dólar futuro chegando a R$5,80. E se quisermos voltar para a Disney, precisamos pensar, respirar e investir em dólar para não depender da conversão do real para viajar.

 

 

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros. As opiniões expressadas nesse artigo são do entrevistado e não representam necessariamente a opinião da Stake.


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