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The Wrap: Vivendo por assinatura

Pagar um valor mensal para ter um iPhone novo a cada lançamento? É isso que a Apple estuda implementar. Por trás disso está uma estratégia da marca de aumentar sua oferta de serviços por assinatura. Explicamos a estratégia no The Wrap desta semana.

Vivendo por assinatura

Clube de assinatura para iPhones? Isso pode se tornar uma realidade, já que a Apple estuda implementar um serviço mensal para seus hardwares. No The Wrap desta semana, explicamos por que as empresas querem ter cada vez mais serviços de assinatura sob seu guarda-chuva.

 

Não faz muito tempo: para usar algo, você precisava adquirir o produto. Pacote Office? Só comprando em alguma papelaria e instalando o CD. Um jogo novo? Tinha de torcer para ele ainda não ter esgotado na sua loja de games de confiança. Versão nova do Photoshop? Você teria que comprar um CD novo também.

 

Com a tecnologia avançando em ritmo acelerado nos últimos anos, a computação em nuvem e velocidades cada vez mais rápidas de internet, houve uma mudança de paradigma na indústria. As novidades possibilitaram novos serviços, como o Netflix, em que você não precisa mais baixar um filme para vê-lo, mas pode assistir ao longa enquanto o sistema carrega o restante da obra.

 

O universo do streaming, porém, não foi o único que se beneficiou das inovações. Todos os exemplos de produtos citados no início deste texto sofreram alteração em seu modelo de aquisição.

 

Hoje, os pacotes Office e Adobe, por exemplo, funcionam por meio de assinatura, um formato cada vez mais utilizado. Nos últimos nove anos, os clubes de assinatura cresceram mais de 435%, segundo relatório de março de 2021 realizado pela empresa de software Zuora, especializada no setor.

 

A pesquisa mostra ainda que esses serviços tiveram crescimento de cinco a oito vezes mais do que negócios tradicionais no mesmo período. Só no último trimestre de 2020, empresas de clubes de assinatura cresceram sete vezes mais que o índice S&P 500 — índice das 500 maiores empresas da bolsa de Nova York —, no mesmo período.

 

Jogando na nuvem

 

Quem já começa a explorar o território das assinaturas é a indústria de videogames, a maior do entretenimento, que movimentou US $180,3 bilhões em 2021.

 

O pioneirismo veio da Microsoft, que no final de 2021 lançou uma versão do Xbox Game Pass, que permite aos jogadores acessarem jogos através da nuvem.

 

Assim como na Netflix, o jogador que tiver esse serviço poderá jogar o game que quiser sem download prévio e em qualquer aparelho que utilize os sistemas da Microsoft. Isso significa que você pode jogar em seu celular games pesados, como Assassin ‘s Creed, sem afetar a memória de seu aparelho.

 

A democratização trazida pelo sistema de nuvem pode ser observada no fato de que 20% dos usuários do serviço utilizam apenas controles de toque, indicando o forte uso de aparelhos mobile.

 

Quem já corre atrás do prejuízo é a Sony, que em março deste ano anunciou o lançamento de um sistema de jogos via nuvem próprio, o PS Plus Premium. Pela primeira vez, a empresa dará aos seus usuários a possibilidade de jogar games de consoles antigos na empresa no Playstation 5. Apesar da novidade, o sistema é menos abrangente que o da concorrência, e os jogos da Sony só poderão ser jogados em consoles da marca ou em computadores – nada de aparelhos mobile.

 

Assinatura de iPhones

 

No universo de hardwares, a Apple estuda a criação de um serviço de assinatura para usuários de iPhone e iPads. A ideia é que usuários dos aparelhos paguem um valor fixo mensal (ainda não definido) e possam trocar de aparelho após determinado período ou no lançamento de uma nova versão.

 

Isso não seria novidade para a Apple, que já tem sob seu guarda-chuva uma série de outros serviços de assinatura, como o Apple Music, Apple TV Plus, Apple News Plus e Apple Fitness Plus, mas todos são de assinatura de serviços e não de aparelhos.

 

Além de entrar em um mercado com enorme potencial, a adoção de serviços de assinatura por empresas tem uma razão econômica. Esses serviços ajudam na previsibilidade do fluxo de caixa, já que seu modelo de pagamentos periódicos gera receitas recorrentes, fazendo com que a companhia consiga se planejar melhor financeiramente ao ter maior clareza do fluxo de caixa que terá em determinado mês.

 

*Esse conteúdo é apenas informativo e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos.


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