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The Wrap: Twitter takeover

Vender a contragosto? É isso que os hostile takeovers fazem, um movimento corporativo de aquisição de empresas de maneira rápida e muitas vezes contra a vontade dos acionistas. Entenda isso no The Wrap desta semana.

Twitter takeover

Elon Musk conseguiu comprar o Twitter, em mais um caso de hostile takeover. No The Wrap desta semana explicamos o que é isso e os casos mais célebres de aquisições relâmpago.

 

Uma das principais notícias da última semana foi que Elon Musk, o fundador da Tesla e SpaceX, comprou o Twitter, uma das maiores redes sociais do planeta. O empresário tinha inicialmente rejeitado o convite para participar do conselho da rede social, que toma as principais decisões da companhia. A decisão foi vista com bons olhos pela diretoria do Twitter.

 

Tudo estava calmo até Musk voltar a atiçar o mercado: ele anunciou que pretende comprar a rede social por US$ 44 bilhões. O anúncio foi feito via Twitter, onde Musk postou o link da proposta que fez à rede social.

 

“Desde que fiz meu investimento, me dei conta de que a companhia não vai nem prosperar, nem atender a esse imperativo social em sua forma atual. O Twitter precisa ser transformado em uma empresa de capital fechado”, escreveu Musk em carta para o presidente do conselho do Twitter, Bret Taylor. “Esta é minha melhor oferta e a oferta final”.

 

A carta deixa claro que o objetivo de Musk é fechar o capital da empresa para que ela não precise prestar contas a acionistas e, assim, possa seguir os planos e as ideias do fundador da Tesla. Apesar da proposta ter sido aceita, ainda não há uma data para que o negócio seja fechado.

 

O caso não é novo no mundo dos negócios, acostumado com técnicas de aquisição hostil (hostile takeover) – quando uma companhia ou empresário busca tomar controle de uma outra empresa à revelia das vontades da corporação. Esses conflitos costumam ser resolvidos através de uma votação da diretoria ou quando aceitam uma oferta pública.

 

Tabaco com biscoito?

 

Um dos mais famosos hostile takeovers aconteceu com a RJR Nabisco, empresa que nasceu da fusão da tabagista R.J. Reynolds com a fábrica de comida Nabisco. A criação da RJR Nabisco aconteceu em 1985, em um movimento da fábrica de cigarros em busca de diversificar seu portfólio.

 

A empresa começou a sofrer com mal gerenciamento, altos gastos com diretoria e quedas cada vez maiores na bolsa de valores, o que forçou o ex-CEO da Nabisco, Ross Johnson, a abordar a firma de investimentos Kohlberg Kravis Roberts (KKR) para que eles, em conjunto, fizessem a compra da empresa e Johnson pudesse voltar a ser o CEO da companhia.

 

O problema é que o fundo de investimento viu o potencial da empresa e, após começar as negociações com Johnson, colocou o executivo de lado para que eles assumissem a companhia. Após diversas brigas judiciais e ofertas feitas, a KKR assumiu o controle da RJR Nabisco, fazendo com que Johnson se desligasse da empresa.

 

Guerra das cervejas

 

Quem também protagonizou episódio de hostile takeover foi a InBev, que, em 2008, ofereceu US$ 46 bilhões para comprar a cervejaria americana Anheuser-Busch. A oferta avançou, porém, para uma guerra de procurações (proxy battles).

 

A InBev afirmou que, em caso de compra da companhia americana, iria demitir toda a diretoria. A proposta deu certo, já que a empresa brasileira conseguiu criar uma cisão na família Busch (que controlava a Anheuser-Busch), uma vez que parentes e membros da diretoria da companhia começaram a se acusar publicamente.

 

Após diversas acusações, audiências e ofertas, a  Anheuser-Busch aceitou a oferta de US$ 52 bilhões para que a Inbev se tornasse Anheuser-Busch Inbev.

 

*Esse conteúdo é apenas informativo e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos.


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