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The Wrap: Se reinventar é fashion

Já pensou em usar um tênis digital? Essa é uma novidade do setor da moda para gerar lucro e ao mesmo tempo diminuir o impacto ambiental.

5 ações atingindo máximas nas últimas 52 semanas

  • Nvidia (NVDA) +3.6%
  • Docusign (DOCU) + 1.4%
  • Hubspot (HUBS) + 1.3%
  • American Express (AXP) + 2.9%
  • Estee Lauder (EL) + 1.4%

* Não consiste em recomendação de compra/venda de ativos.

Se reinventar é fashion

Se tem uma coisa que nunca sai de moda, é a moda. E se tem algo que a moda é capaz de fazer é se reinventar e se adaptar rapidamente às necessidades das pessoas. Segundo a 19ª edição do Estudo de Luxo da Bain & Company, o setor de bens de luxo pessoais encolheu pela primeira vez desde 2009, com retração de 23% e vendas de volta aos níveis de 2014. No fim do ano, analistas da Bain e da Altagamma chegaram a prever que as vendas de artigos de luxo levariam até três anos para se recuperar. Mas, na verdade, o golpe sofrido pelos líderes do setor foi muito mais ameno e companhias como o grupo europeu LVMH, maior companhia de capital aberto da Europa, voltaram a se recuperar já no segundo semestre de 2020.

Para entender melhor como funciona esse universo luxuoso, vamos olhar algumas empresas: o mercado da alta moda é dividido entre conglomerados como LVMH (com 75 marcas, entre elas Dior, Givenchy, Richemont, Louis Vuitton e outros) e Kering (com grifes como Gucci, Yves Saint Laurent, Balenciaga, Stella McCartney e outras) e marcas independentes, como Burberry, Prada e Hermès. São grupos e empresas que têm capital aberto nas bolsas europeias e estão disponíveis aos investidores do mercado americano via ADRs (American Depositary Receipts), certificados emitidos no exterior por uma instituição depositária e negociados em países diferentes daqueles de origem da companhia.

Durante a pandemia, esse mercado de luxo, além de apostar fortemente nas vendas online e incluir no portfólio “produtos pandêmicos” como pijamas e calçados confortáveis, também resolveu investir em um novo nicho: o de peças digitais autenticadas por tokens não fungíveis emitidos em blockchain (NFTs). Roupas, bolsas e calçados pixelizados, não palpáveis, que o cliente “usa” apenas em fotografias ou em avatares de games, o que, além de mais econômico, é sustentável e diminui o impacto ambiental.

É o caso da Gucci, que anunciou recentemente um tênis digital por US$ 12 e já vendeu uma versão digital da bolsa Dionysus na plataforma de games da americana Roblox por US$ 4.115 (acima do preço do item físico). Além de Gucci, outras grifes também já participam da economia virtual. A Balenciaga, por exemplo, apresentou a coleção do outono de 2021 dentro de um jogo de videogame. E a Louis Vuitton lançou, em 2019, uma coleção-cápsula (digital e física) para a League of Legends, da Riot Games.

Com o avanço da vacinação e toda essa reinvenção que fez o mercado de luxo, o segmento começou 2021 já em crescimento, com resultados do primeiro trimestre muito animadores, revertendo as perdas do ano anterior.

O grupo LVMH, por exemplo, registrou 14 bilhões de euros em vendas no primeiro trimestre, crescimento de 30% em relação às vendas do mesmo período no ano passado. A Hermès viu suas vendas saltarem 38% no primeiro trimestre em relação a 2020, alcançando o valor de 2,1 bilhões de euros. E o grupo Kering alcançou um volume de negócios de 3,89 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2021, pulo de 21,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.

E tem mais: o Deutsche Bank prevê que as empresas de luxo reportarão em média um crescimento de vendas de 18% ainda este ano, o que deve gerar uma recuperação de 95% nos lucros. As ações das principais empresas seguem em tendência de alta e atingiram, no começo do ano, níveis recordes, comprovando mais uma vez que o desejo por itens de moda, sejam eles físicos ou digitais, não sai mesmo de moda.

O que estamos ouvindo | Do zero ao topo – Podcast

O podcast “Do zero ao topo” é produzido pelo site de finanças InfoMoney, com a repórter especial Letícia Toledo entrevistando empreendedores e empresários que estão por trás das maiores empresas brasileiras.

O podcast promove conversas sobre o início dos negócios e todos os desafios enfrentados ao longo da jornada. São lições de empreendedorismo, resiliência e pensamento estratégico e de longo prazo. Até o momento, 96 episódios estão disponíveis e é possível conhecer a trajetória narrada pelos fundadores de companhias como Trisul, Arezzo, Méliuz, RaiaDrogasil e muitos outros.

Ao ar todas às quartas-feiras, você pode ouvir os episódios no Spotify.

5 maiores altas da semana

  • NewEgg Commerce (NEGG) +165.6%
  • Alector (ALEC) +88.4%
  • Cerevel Therapeutics (CERE) +84.6%
  • Iveric Bio (ISEE) +41.1%
  • AST&Science (ASTS) +31.4%

5 maiores quedas da semana

  • The BeachBody Co (BODY) -28.9%
  • Arrowhead Pharma (ARWR) -26.9%
  • Up Fintech (TIGR) -22.7%
  • Clover Health (CLOV) -21.9%
  • Doximity (DOCS) -19.8%

Rapidinhas de mercado

  • Aplicativo suspenso na China:O órgão regulador da internet na China ordenou no domingo (4) que as lojas de aplicativos de smartphones parem de oferecer o app da empresa de transporte privado, Didi Global, porque alega que a empresa coletou ilegalmente dados pessoais dos usuários. O bloqueio aconteceu dias depois do IPO da Didi em Nova York,  que levantou US$ 4,4 bilhões.
  • Entrega trimestral da Tesla bate recorde: A gigante de carros elétricos anunciou na sexta-feira (2) um recorde de entregas de veículos, apesar da escassez de chips e matérias-primas que afetam o setor. A produção total chegou a 206.421 veículos no segundo trimestre, aumento de 14% frente ao primeiro trimestre.
  • NFT de Andy Murray é leiloado por US$178 mil: Um token não fungível (NFT) que representa o momento em que o tenista escocês Andy Murray conquistou o torneio de Wimbledon em 2013 foi vendido por US$ 177.777 em um leilão. A venda foi realizada pela plataforma Wenew, que vende vídeos de momentos da cultura e da história em forma de NFTs.

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