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The Wrap: Purple Rain

O Nubank não foi a primeira e nem será a última empresa brasileira a abrir capital nos Estados Unidos. Entenda esta tendência, no The Wrap desta semana.

Purple rain

Nova York ficou roxa e o culpado é brasileiro. O Nubank realizou sua oferta inicial de ações (IPO) na quinta-feira (9) e o retorno do primeiro dia de pregão não poderia ter sido mais animador: com valorização de 14,78% em seus papéis, o banco se tornou o maior da América Latina em valor de mercado, valendo US$ 230 bilhões.

 

Os resultados do pregão foram um alívio para a empresa, que dias antes de sua estreia no mercado acionário tinha cortado a faixa indicativa de preço de ação em 20%. A faixa, que era entre US$ 10 e US$ 11 por ação, passou para US$ 8 e US$ 9.

 

Ao final de sua primeira semana, o Nubank obteve resultados expressivos: após alta de 14,71% na última sexta-feira (10), o banco fechou o dia com valor de mercado avaliado em US$ 54,6 bilhões (R$ 305,8 bilhões), o colocando como uma das maiores empresas do Brasil, atrás apenas de Vale (R$ 388 bilhões) e Petrobras (R$ 400 bilhões).

 

Brasil nos EUA: nem tudo é ouro

 

A estreia do Nubank em Nova York é mais um capítulo de uma história que vem ocorrendo com frequência nos últimos meses: empresas brasileiras se aventurando na bolsa americana. Exemplos não faltam, como Stone e Lojas Americanas e agora a Natura, que estuda migrar da B3 para a New York Stock Exchange (NYSE).

 

Apesar do movimento, a presença na bolsa americana nem sempre é garantia de bons resultados, como podem atestar Stone e Banco Inter. A primeira já é uma “veterana” entre as brasileiras em Nova York, com IPO feito há três anos.

 

A oferta inicial de ações da Stone seguiu roteiro similar ao do Nubank, com alta valorização em seus primeiros dias de pregão, atraindo aporte de figurões do mercado financeiro, como Warren Buffet, que através de sua firma Berkshire Hathaway colocou US$ 100 milhões na empresa de maquininhas de cartões.

 

Porém, o que se viu nos meses seguintes foram turbulências que acarretaram na queda do preço das ações em patamar abaixo do IPO. O dia 17 de novembro de 2021 marcou a volta da Stone a seu patamar inicial, com queda de 32% no preço das ações.

 

Investidores alegam resultados do terceiro trimestre abaixo do esperado para justificar uma queda tão grande das ações, especialmente diante de dados como queda nos lucros na comparação atual e aumento de quase quatro vezes as despesas da companhia.

 

Já o Banco Inter, estava se planejando para entrar no mercado acionário americano e cancelou o movimento. A instituição estudava fazer a migração da B3 para a Nasdaq, mas, o plano de “cash-out” – processo de pagamento de ações para acionistas – passou do limite estipulado de US $2 bilhões.

 

Apesar do recuo, o conselho administrativo da empresa não desistiu do plano, mas não será a qualquer custo. O processo ainda não foi totalmente fechado, e o Banco Inter convocou nova assembleia para deliberar sobre a mudança de mercado acionário.

 

 

 

 

*Esse conteúdo é apenas informativo e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos.


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