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The Wrap: Nada se cria

Conheça a nova função do Whatsapp e outras cópias do setor de tecnologia no The Wrap desta semana.

Nada se cria

Há um ditado que diz que a cópia é a forma mais sincera de homenagem, e mesmo em mercados conhecidos por altos níveis de inovação como o de tecnologia, não são raros os casos de “homenagens” como essas.

 

Quem deve lançar uma nova função muito parecida com a concorrência é o Whatsapp. Segundo o site voltado para desenvolvedores, WABetaInfo, já há códigos nas versões atuais do serviço de mensagens para uma nova função chamada Communities, que vai permitir criar subgrupos dentro de grupos do Whatsapp, algo similar a função de canais do Discord, serviço de mensagens de vídeos, voz e imagem popular na internet.

 

O Whatsapp é controlado pelo Facebook (agora Meta), e busca não perder mais terreno no universo dos apps de conversa para os rivais Telegram e Signal.

 

Os exemplos não param por aí. Ainda neste ano, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou uma rede social  chamada Truth e foi listada na bolsa americana através de um SPAC, negociando com o ticker DWAC. As negociações começaram com a cotação da empresa subindo dois dígitos nos primeiros dias de pregão, chegando a ter um valuation próximo ao da Netflix. Porém, a queda foi tão rápida quanto a subida, e dias depois da máxima, a rede social de Trump caiu 11%.

 

Um dos motivos do fracasso está no código-fonte da Truth. Usuários com acesso à versão beta da rede descobriram diversas semelhanças com a rede social Mastodon e que o código HTML da rede trumpista menciona diretamente a outra rede social. 

 

A cópia não é o problema em si, já que a Mastodon é uma plataforma aberta. O problema são os termos de serviço da Truth, que mencionam que todos os códigos da rede social são privados. Controverso, não? 

 

Agora os fundadores do Mastodon estudam maneiras de judicializar a questão.

 

Não é snap, é story

 

Um dos mais célebres casos de cópia de função é o do Snapchat. A empresa fundada em 2011 começou a ganhar tração em 2013, quando a rede social de mensagens que desaparecem depois de 24h caiu no gosto dos jovens.

 

Diante do crescimento do rival, o Facebook ofereceu comprar a Snap Inc. por US$ 3 bilhões. A rede social do fantasminha recusou a oferta, o que fez com que Zuckerberg preparasse um contra-ataque.

 

A resposta do Facebook foi adicionar função stories no Instagram e no próprio Face. Deu certo. Em 2017, 250 milhões de usuários usavam a função stories no Instagram, enquanto o Snapchat tinha 166 milhões de usuários. 

 

A Snap passou os anos seguintes tentando recuperar o terreno perdido e voltou a figurar entre as grandes oportunidades da bolsa em 2020, quando a pandemia fez aumentar exponencialmente os usuários do Snapchat, fazendo com que o valor de mercado da empresa atingisse os patamares de 2013.

 

*Esse conteúdo é apenas informativo e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos.


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