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The Wrap: Lixo extraordinário

Apesar de se falar muito sobre reciclagem, poucas pessoas realmente sabem como funciona os bastidores das empresas que processam e dão um novo destino às toneladas de descartes diários consumidos no mundo todo. O setor de reciclagem, que movimentou US$ 56,17 bilhões em 2020, também tem influenciado o comportamento de outras empresas de diferentes segmentos e órgãos governamentais a pensarem em atitudes mais verdes. Quer saber quais?

5 ações atingindo máximas nas últimas 52 semanas

  • Blackstone (BX) +4,7%
  • Garmin (GRMN) + 3,9%
  • Alphabet (GOOGL) + 3,4%
  • Atlassian (TEAM) + 5,1%
  • Adobe (ADBE) + 3,5%

* Não consiste em recomendação de compra/venda de ativos.

Lixo extraordinário

Uma das siglas mais discutidas no ano de 2021 certamente foi o ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa). A União Europeia, o Japão e a Coreia do Sul juntos com mais de 110 países já prometeram neutralidade de carbono até 2050. Já as grandes empresas, por sua vez, estão cada vez mais comprometidas com atitudes sustentáveis que contribuam para um futuro mais verde.

Pensando na preservação do meio ambiente, muitos se lembram das montadoras de automóveis elétricos e a transição para fontes de energias limpas, porém pouco é dito sobre a indústria de reciclagem que, efetivamente, processa e dá um novo destino às toneladas de descartes diários consumidos no mundo todo. Também são essas empresas as responsáveis por evitar descartes de lixo no mar e redes fluviais.

Em 2020, o mercado global de reciclagem movimentou US$ 56,17 bilhões, valor que deve crescer cada vez mais com o passar dos anos. De acordo com previsões do Statista, esse mercado deve movimentar US$ 80,3 bilhões até 2027, devido ao aumento na dedicação das corporações e sociedade civil a ações que impactem positivamente o meio ambiente.

Ciclo de Commodities, crescimento do setor

Um ponto relevante da indústria é a própria matéria-prima, afinal, os plásticos, papéis e produtos usados no setor são considerados commodities. 2021, por exemplo, está sendo um ano de alta no preço das commodities de reciclagem em comparação à grande queda sofrida em 2020. O aumento do valor dessas matérias-primas foi de 97% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Waste Management, maior companhia do setor.

Esse aumento, inclusive, impactou diretamente no desempenho da empresa, que registrou crescimento de receitas de 35% no primeiro trimestre de 2021 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

E esses bons resultados também são vistos em outras gigantes do setor. A Republic Services cresceu 29% em faturamento no 1º trimestre de 2021, em comparação com o mesmo período de 2020. Já a Waste Connections cresceu 79% na comparação dos três primeiros meses de 2021 e 2020, enquanto a GFL Environmental cresceu 74% no mesmo período.

Futuro promissor

Para além dos bons resultados atuais das indústrias de reciclagem, o futuro parece promissor para o setor, já que diversos países exigem cada vez mais produtos reciclados em circulação.

É o caso da Califórnia que, até 2022, vai exigir que todas as garrafas plásticas comercializadas no estado tenham material reciclável. A lei diz que todas as garrafas plásticas têm que ter pelo menos 15% de material reciclável. Até 2030, esse patamar deve chegar aos 50%.

Quem também está com os radares ligados é a União Europeia, que já aprovou uma lei sobre o banimento de plásticos de uso único no continente. Nessa legislação, há diretrizes sobre a produção de garrafas PET na região e, o plano do bloco, é que, até 2025, todas elas tenham pelo menos 25% de material reciclável em sua constituição. Esse número também deve dobrar até 2030.

O interesse de companhias de outras áreas por materiais renováveis também deve contribuir para o crescimento das empresas de reciclagem nos próximos anos. Com o conceito de ESG norteando a indústria, ter produtos feitos de componentes recicláveis se torna um ativo importante e praticamente essencial para a sobrevivência das companhias a longo prazo.

Um dos maiores cases de sucesso é a parceria da Adidas com a Parley, que juntas irão produzir tênis e roupas com plásticos retirados do mar. A parceria começou há cinco anos e, em 2020, a Adidas fez com que metade de todo o poliéster usado em seus produtos fosse oriundo de materiais reciclados. Já em 2021, a companhia lançou seu primeiro tênis feito 100% de componentes reciclados, o Futurecraft Loop. O objetivo da empresa é atingir a neutralidade climática até 2050, quando toda a sua operação não deve mais trazer nenhum impacto negativo para o meio-ambiente.

Quem também se movimenta para incorporar materiais recicláveis em seus produtos é o Google, que anunciou que, a partir de 2022, todos os produtos “Made by Google” terão algum material reciclável em sua composição.

As empresas de reciclagem estão conquistando mais relevância com o incentivo de órgãos governamentais e de praticamente quase toda a população mundial que reconhece a importância dessas medidas de preservação ao meio ambiente para garantir um planeta habitável no futuro.

E como reage o mercado nesse contexto? Com uma sociedade cada vez mais preocupada com o meio-ambiente e princípios ESG, os investidores também estão mais atentos a empresas preocupadas em desenvolver negócios ecologicamente e socialmente sustentáveis, o que pode ser positivo para quem for pioneiro nessas iniciativas.

O que estamos assistindo | Kiss The Ground

A Netflix lançou em 2020 o documentário Kiss The Ground, baseado em uma ONG de mesmo nome cujo objetivo é conscientizar sobre a importância do solo para a vida humana e para o meio ambiente. Narrado pelo ator Woody Harrelson, o documentário explica como solos empobrecidos afetam a vida humana no entorno e a água que chega nas casas.

O documentário foca em métodos de plantação regenerativa para restabelecer as propriedades do solo e traz cases onde este processo ajudou na renovação de uma região, trazendo novas formas de renda para os locais. Uma boa dica para quem gostou de saber mais sobre os impactos e as iniciativas dedicadas ao meio ambiente nesta edição do The Wrap.

5 maiores altas da semana

  • 111 Inc (YI) +48,2%
  • TuSimple Holdings (TSP) +47,9%
  • Triple-S Management (GTS) +46,9%
  • DLocal (DLO) +42,2%
  • Full Truck Alliance (YMM) +39,2%

5 maiores quedas da semana

  • Fate Therapeutics (FATE) -48,2%
  • Global Blue Group (GB) -47,9%
  • Membership Collective Group (MCG) -46,9%
  • Rubius Therapeutics (RUBY) -42,2%
  • Nkarta (NKTX) -10,9%

Rapidinhas de mercado

Amazon ultrapassa Walmart e se torna maior varejista do mundo fora da China

Entre junho de 2020 e junho de 2021 mais de US$ 610 bilhões foram gastos na Amazon, número que colocou a empresa de Jeff Bezos como a maior varejista do planeta fora da China, ultrapassando o Walmart, que no mesmo período registrou US$ 566 bilhões em vendas no mundo. Durante 2020, as vendas do Walmart cresceram US$ 24 bilhões, enquanto a Amazon viu crescimento de quase US$ 200 bilhões em vendas, segundo o New York Times.

Reddit realiza nova rodada de investimentos e agora vale US$ 10 bilhões

A plataforma de fóruns virtuais Reddit realizou nova rodada de investimentos e angariou US$ 410 milhões para o site. Com o montante, a empresa declarou que vale agora US$ 10 bilhões. O Reddit ainda tem planos para uma última rodada de investimentos, cujo objetivo é trazer mais US$ 700 milhões para o site. Segundo o CEO do Reddit, Steve Huffman, o plano da empresa ainda é entrar no mercado de ações, mas não deu previsões de quando isso deve ocorrer.

A Mastercard decreta o fim das tarjas magnéticas em seus cartões de crédito

As tarjas magnéticas que, por muito tempo foram a principal forma de realizar compras via cartão, vão deixar de existir. Pelo menos para a Mastercard, que anunciou um plano em que as tarjas magnéticas não sejam mais requeridas em regiões onde os cartões com chip já são amplamente usados, como na Europa e no Brasil. Já em locais onde a tecnologia ainda é comum, como nos Estados Unidos, a transição deve começar em 2027. O plano é que até 2033 as tarjas não sejam mais usadas.


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