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The Wrap: FoodTechs: mudando seu jeito de comer

Como a tecnologia tem transformado a forma que consumimos alimentos? Essa certamente é uma das perguntas que motivam as FoodTechs. O segmento, que deve atingir um valor de US$ 342,52 bilhões até 2027, busca por novas soluções tecnológicas para a alimentação.

5 ações atingindo máximas históricas

  • Alphabet (GOOG) +1.5%
  • Blackstone (BX) + 2.9%
  • Intuit (INTU) + 1.2%
  • Facebook (FB) + 0.9%
  • Nasdaq (NDAQ) + 4.3%

* Não consiste em recomendação de compra/venda de ativos.

FoodTechs: mudando seu jeito de comer

Você sabe o que são FoodTechs? De bate e pronto talvez você tenha pensado em aplicativos de delivery de comidas prontas, ou ainda nos que fazem as compras de supermercado para você. De fato, empresas como IFood, Rappi, Cornershopp, Uber Eats, Doordash, Grubhub e mais uma infinidade de apps integram o segmento de FoodTechs, já que usam soluções de tecnologia para o setor de alimentação. Essa é a definição básica do que é uma FoodTech.

Se essas empresas são definidas por encontrar, na tecnologia, soluções para alimentação, elas não são a única categoria de FoodTech no mercado. A tecnologia associada à alimentação pode ser aplicada a qualquer parte do ciclo de valor e/ou cadeia de produção: desde o plantio/desenvolvimento, passando pela distribuição, venda, consumo, serviço ou logística reversa (reciclagem). Por isso, uma série de empresas que trabalham na área de pesquisa e desenvolvimento tecnológico aliado à alimentação estão surgindo o tempo todo, com o objetivo de encontrar soluções para o setor a partir de inovações.

Segundo análise recente da Emergen Research, o mercado global de tecnologia de alimentos está projetando atingir um valor de US$ 342,52 bilhões até 2027. No curto prazo e localmente, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), o IBGE e a consultoria Food Consulting, acreditam que o mercado irá atingir um crescimento de 22% a 25% ainda em 2021.

Além de se tratar de um mercado em forte expansão, o surgimento de empresas focadas na “comida do futuro” é essencial porque tem como missão resolver um problema matemático da humanidade. De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), até 2050, o planeta Terra contará com 9,6 bilhões de habitantes e, para suprir a demanda desse crescimento populacional, a produção mundial de alimentos deverá aumentar aproximadamente 70%. Ou seja, pensar em soluções eficazes e utilizar a tecnologia como aliada é fundamental e urgente para ganhar escala, afinal, comer não é só prazer.

Além da possibilidade de escassez dos alimentos, outras grandes questões envolvem essa indústria, como o ideal de democratizar o acesso à alimentação, já que, segundo a ONU, mais de 821 milhões de pessoas são atingidas pela fome no mundo. Garantir a segurança alimentar e o direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade; reduzir o desperdício sistêmico e otimizar os serviços de entrega são algumas das metas desse segmento da indústria.

Algumas inovações do segmento de FoodTech já fazem parte do nosso dia a dia, como as que diminuem a distância entre produtor e consumidor final no estilo “farm to table” (da fazenda para a mesa). Um exemplo, são os aplicativos que entregam hortifruti na sua casa ou restaurante, sem passar por intermediários. Além de reduzir o custo, o serviço ajuda a minimizar o desperdício que ocorre durante o transporte.

Há também empresas que desenvolvem sementes mais propícias para biomas e climas específicos e também as focadas na produção indoor de frutas, legumes e hortaliças em estufas verticais, gerenciadas por inteligência artificial, que cultivam os alimentos com menos aditivos químicos e mais nutrientes, em menor tempo do que na natureza e sem o uso de agrotóxicos, já que não há pragas a serem eliminadas.

Outra possibilidade que já está em andamento são as empresas que produzem alimentos personalizados, com as necessidades nutricionais de cada pessoa, que são fabricados por impressoras 3D após cruzar dados de DNA e exames de saúde.

Empresas que desenvolvem substitutos para carne, ovos, leite e qualquer alimento de origem animal a partir de plantas também estão em ascensão. Há ainda os alimentos “construídos” em laboratórios, como substitutos de carne, por exemplo. A ideia é tentar suprir a demanda por proteína animal entregando um produto que tenha o mesmo sabor, textura e até o mesmo cheiro da proteína animal e consiga diminuir o impacto ambiental, já que a criação de animais produz grandes volumes de gases poluentes. A BRF (BRFS), uma das maiores empresas do setor de alimentos do mundo, em parceria com a startup israelense Aleph Farm, já desponta no desenvolvimento dessa tecnologia e seus produtos made in labs devem chegar aos supermercados do Brasil  já entre 2024 e 2025.

Em Wall Street, empresas como a americana Beyond Meat (BYND), pioneira na fabricação de hambúrgueres veganos, seguem em alta.  Desde seu IPO, em maio de 2019, a foodtech viu suas ações darem saltos gigantes: do preço inicial de 25 dólares as ações estão sendo comercializadas atualmente na casa dos US$150 e  seu valor de mercado é de US$ 9,1 bilhões.

Ao que tudo indica, as FoodTechs têm tudo para mudar a forma de nos alimentarmos e impactar o mercado.

O que estamos lendo | O mais importante para o investidor: Lições de um gênio do mercado financeiro, de Howard Marks

Durante 40 anos, Howard Marks, fundador da Oaktree Capital, destacou-se como um dos gestores que mais deu retorno na Bolsa de valores americana. No livro “O mais importante para o investidor: Lições de um gênio do mercado financeiro”, ele expõe suas estratégias sobre como avaliar os melhores papéis e fazer investimentos de maneira inteligente.

O livro é repleto de lições importantes relacionadas à tomada de decisão e à gestão de risco, além de analisar os ciclos de mercado e mostrar como é possível obter bons retornos a partir de uma estratégia bem desenhada. Por isso, desde seu lançamento, em dezembro de 2020, tornou-se best seller e obra de referência para investidores do mundo todo.

Com dicas valiosas para o investidor experiente e também para quem está iniciando no mercado financeiro, é leitura obrigatória para quem quer evitar armadilhas de investimento.

5 maiores altas da semana (08-14/06)

  • Microstrategy (MSTR) +37.2%
  • Prothena (PRTA) +31.8%
  • Marathon Digital Holding (MARA) +31.8%
  • Brookdale Senior Living (BKD) +27.0%
  • Apollo Medical Holding (AMEH) +22.6%

5 maiores quedas da semana (08/-14/06)

  • Clover Health (CLOV) -37.8%
  • Upstart Holdings (UPST) -30.3%
  • Dream Finders Homes (DFH) -27.9%
  • Gamestop (GME) -25.8%
  • FuelCell (FCEL) -24.1%

Rapidinhas de mercado

  • Alibaba, grupo chinês de comércio eletrônico, planeja desenvolver caminhões autônomos com sua subsidiária de logística Cainiao. Segundo o vice-presidente de tecnologia do grupo, Cheng Li, a ideia é colocar em funcionamento 1.000 robôs de entrega de produtos na China no próximo ano.
  • A Microsoft anunciou que está trabalhando com fabricantes globais para que seu serviço de streaming de jogos compatíveis com o console Xbox possa ser acessado por smart TVs sem necessidade de hardware extra além de um controle. A divisão de games da Microsoft também está desenvolvendo seus próprios dispositivos de streaming para alcançar jogadores que não têm o console da empresa.
  • Um NFT – token não fungível ou ativo à base de blockchain que certifica a propriedade de um objeto digital – de uma obra de arte digital chamada “CryptoPunk #7523”, feito pela Larva Labs em 2017, foi vendido por US$ 11,8 milhões, pela tradicional casa de leilões Sotheby’s

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