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The Wrap: Cadê meu chip?

Fazer em 200 segundos algo que um computador normal demoraria 10 mil anos? É o que propõe a computação quântica. Veja mais no The Wrap desta semana.

Cadê meu chip?

Chips minúsculos, chamados de semicondutores, são essenciais em qualquer dispositivo eletrônico e estão em falta em todo o planeta. E isso é um problema sério.

 

Esses semicondutores estão presentes em celulares, vídeo games, carros e aviões. O grande problema é a falta de silício no mercado: o material é vital para a cadeia, já que permite a condução de eletricidade necessária para o funcionamento dos chips. 

 

Um dos principais motivos dessa falta é a chegada da rede 5G no mundo, que aumentou exponencialmente a procura desses semicondutores. Outra razão é a pandemia e a alta procura de aparelhos eletrônicos para trabalhar em casa. 

 

Independente das razões, a falta de chips é mundial e já afeta quase todas as cadeias produtivas do planeta. Para tentar lidar com a questão, a Ford e a General Motors, por exemplo, estão fechando parcerias com fabricantes de semicondutores para conseguirem suprir suas fábricas, que dependem cada vez mais destes materiais por conta das tecnologias embarcadas nos veículos.

 

A Ford  fechou uma parceria com a GlobalFoundries para avançar no desenvolvimento e produção de semicondutores nos Estados Unidos. Enquanto isso, o presidente da GM, Mark Reuss, disse à Bloomberg que sua empresa está trabalhando com fabricantes de chips como a Qualcomm e TSMC para desenvolver novos produtos.

 

Se essa falta de chips já afeta a atual cadeia de produção, ela é ainda mais nociva para o desenvolvimento de novas tecnologias. Por isso, quem promete revolucionar a capacidade de processamento das máquinas atuais  também enfrenta problemas.

 

Aguarde, processando…

A linguagem básica de qualquer computador do planeta é o código binário. Os micro transistores de um chip só têm dois modos para transmitir um bit de informação: ligado (1) e desligado (0). São esses sinais que realizam toda a comunicação de um computador. 

 

A computação quântica subverte esta lógica com o Qubit, ou Quantum Bit, que vale um e zero juntos. Na computação quântica, um qubit pode se justapor a outro e existir em diversos estados ao mesmo tempo. Em outras palavras,  um computador quântico pode atingir uma capacidade de processamento que nenhum computador no planeta chegou até agora. Entusiastas da tecnologia dizem que esse avanço poderá ajudar áreas como inteligência artificial e medicina. 

 

No momento, grande parte dos computadores quânticos no planeta são pequenos e exclusivos a laboratórios. Porém a IBM está indo além.

 

A empresa anunciou que criou um computador quântico de 127 qubits, com o dobro de capacidade de processamento do que o maior processador que a IBM já tinha criado. Apelidado de Eagle, a companhia disse que a máquina “é um marco chave para o caminho até o uso da computação quântica”. O processador criado pela Sycamore foi capaz de realizar em 200 segundos uma tarefa que um computador normal demoraria 10 mil anos para conseguir executar.

 

Com toda essa velocidade de processamento, o que impede um desenvolvimento ainda mais rápido da computação quântica? Falta de chips. Que felizmente não deve ser um problema que demore 10 mil anos para ser solucionado.

 

*Esse conteúdo é apenas informativo e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos.


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