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The Wrap: Bem vindo à hiper-realidade virtual

Assim como o Pac-Man fez história nos anos 80, o GTA também segue fazendo sucesso mesmo após anos de seu primeiro lançamento. Isso porque o sistema usa inteligência artificial para deixar o jogo ultrarrealista e os jogadores ainda mais imersos nas narrativas. Por conta das inovações, a indústria de games cresce quase dois dígitos a cada ano.

5 ações atingindo máximas nas últimas 52 semanas

  • Sprout Social (SPRT) +3.6%
  • Ziprecruiter (ZIP) + 3.1%
  • Nvidia (NVDA) + 6.0%
  • KKR & Co (KKR) + 3.1%
  • Jefferies Financial (JEF) + 14.1%

* Não consiste em recomendação de compra/venda de ativos.

Bem vindo à hiper-realidade virtual

Do labirinto em um fundo preto chapado, onde um monstrinho come bolinhas de energia e foge de fantasmas, para ruas movimentadas, onde automóveis perseguem criminosos, transitando em um mundo aberto, sem barreiras artificiais que definem qualquer linearidade narrativa. Muita coisa mudou na indústria dos games. Assim como o famoso Pac-Man fez história nos anos 1980, Grand Theft Auto (GTA) também faz história desde a primeira edição, lançada em 1997. E, ainda hoje, o GTA 5 é um dos principais materiais de estudo do mundo dos games, mesmo após quase oito anos de seu lançamento.

Pesquisadores americanos da Intel divulgaram recentemente que desenvolveram uma ferramenta que compara fotografias reais de cidades com frames do GTA 5. Ao encontrar semelhanças entre o real e o virtual, o sistema aplica as mudanças no jogo, tornando as imagens muito mais parecidas com a de um filme. Basicamente, o sistema usa inteligência artificial para deixar o GTA 5 ultrarrealista.

As diferenças são nítidas: asfalto imperfeito, pinturas no chão desgastadas, comércio aparente, árvores mais reais e montanhas bem definidas. Qualquer resquício de imagem pixelada fica para trás, deixando o jogador ainda mais imerso no jogo.

Segundo os pesquisadores Stephan Richter, Hassan Abu AlHaija e Vladlen Koltun (no estudo “Enhancing Photorealism Enhancement” realizado no Intel ISL, o laboratório de sistemas inteligentes da Intel), a ferramenta usa redes neurais para produzir as imagens ultrarrealistas em uma “velocidade interativa”. Com isso, o sistema poderá, no futuro, funcionar até mesmo em tempo real, gerando imagens conforme o jogador joga o jogo.

Investir em inteligência artificial e focar em games ultrarrealistas, que inserem o jogador na história pelos gráficos e pela narrativa, tem dado certo e o mercado dos games vem crescendo quase dois dígitos ao ano desde 2013. O isolamento social solidificou ainda mais a indústria. Além disso, jogar pelo computador, console ou celular virou hábito de mais de 2,7 bilhões de pessoas, mais de um quarto da população global, tornando-se mais lucrativo que as indústrias do cinema global e de esportes nos Estados Unidos.

Agora, com o avanço da vacinação e a retomada de eventos presenciais, a indústria já se prepara para uma possível queda de demandas com jogos. Segundo dados da consultoria NewZoo, a previsão é de que as pessoas gastem US$ 175,8 bilhões em games este ano, queda de 1% em relação a 2020. Seria a primeira redução registrada desde 2012, quando a Newzoo começou a registrar esses dados. Ainda assim, o mercado de games é tão promissor que, mesmo com tal perspectiva, as empresas do segmento continuam investindo fortemente em tecnologia e contratação.

A Microsoft (MSFT) registrou receita trimestral de US$ 5 bilhões no setor de games, número recorde, impulsionado por uma nova geração de consoles Xbox. A empresa aproveitou o embalo para adquirir a ZeniMax Media, que produz games como Skyrim e Fallout, pela qual pagou US$ 7,5 bilhões.

A Take-Two (TTWO) viu seu lucro aumentar 46% ao longo do último ano e contratou cerca de 700 desenvolvedores em doze meses, um aumento de 10% no tamanho da equipe.

Já a Niantic, empresa que produz o game Pokémon Go para celulares, espera um aumento de 25% no número de funcionários, chegando a quase 900. Também se prepara para apresentar dois games novos: um inspirado no jogo de tabuleiro Settlers of Catan e o outro na franquia Pikmin.

Já a Nintendo, negociada na bolsa de Tóquio, anunciou em maio que registrou um lucro anual recorde de US$ 4,4 bilhões no período 2020 e 2021, graças ao sucesso das vendas do console Switch.

E a Epic Games (atualmente avaliada em US$ 28,7 bilhões), produtora do “Fortnite”, anunciou na semana passada que atingiu o patamar de mais de 500 milhões de contas de usuários e registrou 2,7 bilhões de conexões de amigos nas plataformas dos jogos “Fortnite” e “Rocket League” na Epic Games Store.

Além de impactar fortemente o mercado dos games, a Inteligência Artificial está cada vez mais presente em praticamente todos os setores da economia.

Os avanços da Inteligência Artificial devem chegar a todas as empresas em pouco tempo e afetar o mercado fortemente. Tanto que, segundo dados de um estudo da PwC, o produto interno bruto mundial deve crescer 14% até 2030, a partir do pressuposto de que grande parte das empresas aplicará a inteligência artificial em suas atividades, com machine learning e sistemas autônomos, contribuindo com mais de 15 trilhões para a economia mundial.

Até mesmo as indústrias de alimentos e as ligadas à saúde têm encontrado soluções inovadoras com base na inteligência artificial. Carros elétricos, segurança por reconhecimento facial e uma infinidade de ferramentas que facilitam o trabalho remoto, por exemplo, já a usam como aliada. AI, realidade virtual, games ultrarrealistas já são presentes, úteis e certamente divertidos.

O que estamos ouvindo | Stock Pickers – Podcast

Stock Pickers, os “caçadores de ações”, é um dos podcasts do portal de notícias Infomoney, especializado em mercado de ações, economia e negócios. Apresentado por Thiago Salomão, reúne gestores, analistas, traders e investidores em um debate sobre mercado e seus movimentos.

O podcast se descreve como o “maior podcast sobre ações do Brasil” e também como “o lugar onde o investidor pode pôr em prática uma das lições mais importantes do mundo dos investimentos: conhecer seu gestor (e quem sabe tomar uma cerveja com ele)”.

Stock Pickers já conta com 102 episódios e está disponível em plataformas como Spotify e Deezer.

5 maiores altas da semana

  • Cerevel Therapeutics (CERE) +132.7%
  • Intellia Therapeutics (NTLA) +92.1%
  • Qad Inc (QADB) +71.3%
  • Junko Solar (JKS) +54.9%
  • Vertex Energy (VTNR) +39.7%

5 maiores quedas da semana

  • Full Truck Alliance (YMM) -24.9%
  • Exelixis (EXEL) -21.4%
  • Montauk Renewables (MNTK) -18.7%
  • Edgewise Therapeutics (EWTX) -15.5%
  • Karuna Therapeutics (KRTX) -15.1%

Rapidinhas de mercado

  • Nike bate recordes na bolsa: A Nike registrou o melhor resultado em 50 anos no quarto trimestre fiscal, com receita líquida de US$ 12,3 bilhões, 96% superior quando comparada ao mesmo período do ano anterior e reportou lucro líquido de US$ 1,5 bilhão, revertendo prejuízo líquido de US$ 790 milhões. No ano fiscal consolidado, a receita líquida foi de US$ 44,5 bilhões, um salto de 19%, enquanto o lucro líquido avançou 126%, totalizando US$ 5,7 bilhões. Com a notícia, na semana passada, as ações da Nike Inc avançaram 15,5%, atingindo o maior patamar de sua história, sendo cotadas a US$154,21.
  • Panasonic vende participação na Tesla por US$3,6 bilhões: A Panasonic vendeu sua participação na empresa Tesla por cerca de 400 bilhões de ienes (US$3,61 bilhões) no ano fiscal encerrado em março. Em 2010, a Panasonic comprou 1,4 milhão de ações da empresa de Elon Musk por US$ 21,15 dólares cada, investindo cerca de 30 milhões. Essa participação valia US$ 730 milhões no fim de março passado, com as ações subindo quase sete vezes no período.
  • Amazon compra Wickr: A unidade de computação em nuvem da Amazon comprou a plataforma de mensagens criptografadas Wickr, que desenvolve tecnologia de mensagens que se autodestroem, para permitir uma comunicação segura, já que funcionários da empresa têm trabalhado de casa durante a pandemia.

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