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The Wrap: Beba água

Vai ficar só na água mesmo? Como a atitude do Cristiano Ronaldo de afastar garrafas de Coca-Cola durante uma coletiva de imprensa impactou as ações da empresa na bolsa de valores?

5 ações atingindo máximas nas últimas 52 semanas

  • Sprout Social (SPRT) +12.7%
  • Facebook (FB) + 1.5%
  • Intuit (VRTU) + 4.1%
  • Scientific Games Corps (SGMS) + 4.6%
  • Adobe (ADBE) + 4.9%

* Não consiste em recomendação de compra/venda de ativos.

Beba água

“Drink water” (beba água). Foi o que disse o atleta da seleção portuguesa de futebol, Cristiano Ronaldo, durante uma entrevista coletiva da Eurocopa, às vésperas do jogo contra a Hungria, na semana passada, enquanto afastava duas garrafas de Coca-Cola da sua frente e pegava uma garrafa de água.

A cena rapidamente ganhou as redes sociais e o mundo, com o noticiário econômico afirmando que a Coca-Cola havia perdido US$ 4 bilhões em valor de mercado logo após o gesto de CR7. Segundo o The Guardian, o preço das ações da companhia, que é uma das patrocinadoras do campeonato, caiu de US$ 56,10 para US$ 55,22, o que representa uma queda de 1,6%. Com isso, o valor de mercado da Coca-Cola passou de US$ 242 bilhões para US$ 238 bilhões. O caso continuou repercutindo ao longo da semana e a hipótese de que o episódio não se tratou de marketing também ganhou força.

Na segunda-feira, as ações da Coca-Cola passaram a ser negociadas a ex-dividendo (quando a empresa acaba de distribuir dividendos para os acionistas) e, por isso, já abriram o dia em queda.

Especialistas defendem, assim, que a queda nos papéis da Coca-Cola era natural e esperada pelo mercado e que, por mais que Cristiano Ronaldo seja um grande fã da vida saudável e tenha atingido 300 milhões de seguidores no Instagram, seu gesto de afastar as garrafinhas vermelhas não mudou muito a vida da Coca-Cola.

Coincidência ou não, dois dias depois, a marca lançou a nova Coca-Cola Sem Açúcar. “Trata-se de mais um passo na expansão do portfólio global da Companhia, com opções de baixos teores de açúcar e até mesmo sem açúcar que dão ao consumidor o sabor que ele tanto espera e, ao mesmo tempo, contribuem para estabelecer um estilo de vida balanceado”, diz o informe da companhia à imprensa.

Além disso, é fato que esse estilo de vida equilibrado trata-se de um mercado extremamente lucrativo. De acordo com a empresa de pesquisas de mercado Euromonitor, a indústria de bebidas saudáveis cresceu 73% em valor entre 2013 e 2018 e deve manter a curva ascendente até 2022. Cervejas com teor reduzido de carboidratos e calorias, refrigerantes sem açúcar, lácteos com adição extra de proteína estão dominando as prateleiras dos supermercados.

De uma forma ou de outra, vale lembrar também que o histórico da Coca-Cola depõe a seu favor.  Criada em 1886 em Atlanta, nos Estados Unidos, ela mostrou ao longo de seus 135 anos de história uma capacidade enorme de se adaptar às mudanças de comportamento das pessoas, além de muita perspicácia para aproveitar oportunidades. Quando criou a New Coke nos anos 80, por exemplo, logo percebeu que o lançamento seria um fiasco e retornou com a bebida clássica. Já em 1991, usou a queda do Muro de Berlim para expandir ainda mais, abrindo uma fábrica por semana.

Além disso, a Coca-Cola também já está totalmente inserida no universo sustentável: até 2030 pretende reciclar o equivalente a cada lata e garrafa vendida pela companhia, lançou embalagens retornáveis, que duram até 25 idas e vindas e, ao final da vida útil, são encaminhadas para a reciclagem. Também vendem água da linha Crystal em garrafinhas produzidas apenas com PET reciclado no Brasil.

É por essas e outras que a Coca-Cola, apesar de Cristiano Ronaldo, continua sendo queridinha de investidores como Warren Buffet, que adquiriu ações da companhia em 1988 e nunca mais as vendeu e, dificilmente, terá problemas com qualquer tipo de imprevisto com a empresa.

O que estamos ouvindo | Primo Cast – Podcast

Assim como em seus outros canais, no podcast Primo Cast, Thiago Nigro, também conhecido como o “Primo Rico”, fala de educação financeira, investimentos e empreendedorismo.

Seus convidados contribuem com análises de empresas e explicações gerais sobre tudo o que acontece no universo das finanças.

Primo Cast é um podcast semanal e está disponível em plataformas como Spotify e Deezer.

5 maiores altas da semana

  • CAI Intl (CAI) +41.1%
  • Smith & Wesson Brands (SWBI) +40.7%
  • Raven Industries (RAVN) +34.8%
  • Figs (FIGS) +32.9%
  • 3D Systems (DDD) +32.3%

5 maiores quedas da semana

  • Curevac (CVAC) -30.8%
  • Uxin (UXIN) -22.8%
  • Tal Education (TAL) -21.1%
  • Canaan (CAN) -20.5%
  • Waterdrop (WDH) -19.4%

Rapidinhas de mercado

  • PayPal revisa taxas nos EUA: O PayPal aumentará os custos do comerciante para seus produtos de pagamento e irá cortar taxas para processamento de algumas transações com Visa e Mastercard. Essa atitude ajuda o PayPal a competir com rivais, incluindo Stripe e Authorize.net. Segundo a companhia, a mudança estratégica reflete o poder crescente do Paypal no mercado de transações online.
  • Braço do Baidu e os robotáxis: A gigante chinesa da tecnologia Baidu informou que sua unidade de direção autônoma Apollo planeja atender 3 milhões de usuários na China com uma frota de 3 mil robotáxis, em 2023. O Baidu também anunciou que está fazendo parceria com a marca de veículos elétricos do Baic Group, Arcfox, para desenvolver os robotáxis Apollo Moon, que serão produzidos em massa a um custo de 480 mil reais (US$ 74,8 mil) por unidade.
  • Divisão de veículos autônomos do Google levanta US$2,5 bi: A unidade de veículos autônomos do Google, Waymo, anunciou que captou 2,5 bilhões de dólares em uma rodada de financiamento que contou com a participação de sua controladora, Alphabet, e também de nomes que incluem Andreessen Horowitz, Silver Lake e Tiger Global. A Waymo, criada em 2009, é amplamente considerada como líder no desenvolvimento de tecnologia de direção autônoma. A companhia é avaliada em pouco mais de US$ 30 bilhões.

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