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The Wrap: Ao infinito e além

Entenda as revoluções do setor automobilístico no The Wrap desta semana.

Ao infinito e além

Satélites mudaram a maneira como o ser humano se comunica desde a corrida espacial de 1960. A criação da geolocalização e de sinais emitidos via órbita terrestre garantiram o aumento da comunicação em todo o planeta, até em áreas remotas e afastadas.

 

Só que o conceito de satélites do século XX já está ultrapassado. Inicialmente os aparelhos eram lançados a uma altitude de mais de 35 mil km, o que garantia uma cobertura de todo planeta com apenas três deles. O problema é que essa distância diminuía o alcance do sinal emitido pela máquina, que não conseguia oferecer conexões rápidas.

 

Com o avanço da internet móvel, a demanda por conexões melhores aumentou, afetando a maneira como os satélites são colocados no espaço. 

 

Os aparelhos em grandes altitudes serão trocados por constelações de satélites, que orbitam entre 500 e 2 mil quilômetros da Terra e conseguem oferecer conexões mais rápidas que cabos, cobre e pontos fixos de wi-fi 5G.

 

A chegada das constelações de centenas de aparelhos vai fazer com que o atual número de 2,5 mil satélites na órbita terrestre salte para 50 mil em dez anos, segundo a consultoria McKinskey. 

 

Quem está na vanguarda do assunto é Elon Musk e sua empresa Starlink. O serviço de constelação de satélites do bilionário já conta com 1.700 satélites em órbita e tem planos para expandir para 30 mil unidades. Com o serviço, Musk estima que pode gerar receitas de até US$ 1 trilhão devido à amplitude do projeto, que promete levar conexões de alta velocidade para lugares remotos da terra. 

 

Mas o fundador da Tesla não está sozinho na jogada.

 

Amazon e Boeing querem constelações

 

Elon Musk e Jeff Bezos vêm travando uma batalha espacial própria com suas empresas de turismo espacial, a SpaceX e a BlueOrigin. 

 

Se a Starlink já está operando, Bezos tem o Project Kuiper, que planeja iniciar uma constelação de satélites no final de 2022, com o lançamento de dois aparelhos. O plano é ter 3236 satélites, sendo 1618 até 2026, por exigência da Federal Communications Commission (FCC), órgão regulador das telecomunicações dos Estados Unidos.

 

Outro player que aposta nas constelações artificiais é a Boeing, que ganhou nesta semana autorização para iniciar seu projeto próprio para construir, lançar e operar uma constelação de satélites.

 

O plano da fabricante de aviões é lançar 132 satélites de baixa altitude e outros 15 em alta altitude. A diferença dos planos da empresa é que ela pretende usar a faixa V de transmissão, mais rápida do que as usadas pela StarLink e Project Kuiper, mas também mais instável e mais propensa a receber interferências. A FCC determinou que a empresa tem seis anos para colocar em órbita pelo menos metade de seu projeto. Que a corrida no espaço comece!

 

*Esse conteúdo é apenas informativo e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos.


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