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O novo investidor

Mais jovens estão descobrindo o mercado de ações. A quantidade de investidores em renda variável cresceu seis vezes no Brasil na última década, saltando de 583 mil, em 2011, para 3,1 milhões em outubro de 2020 e atingindo a marca histórica de 3,5 milhões de investidores pessoas físicas em março de 2021. Mas, afinal, quem são os novos investidores da bolsa de valores e por que os mais novos estão investindo fora do país?

Mais jovens estão descobrindo o mercado de ações. Mas, afinal, quem são os novos investidores da bolsa de valores?

A sociedade brasileira viveu décadas longe de educação financeira e a bolsa de valores era mesmo um lugar apenas de especialistas endinheirados, mas esse cenário mudou, e faz tempo. Agora mais pessoas, cada vez mais jovens, estão descobrindo a importância de investir seu dinheiro., Segundo estudo da B3 sobre a descoberta da bolsa pelo investidor brasileiro, a tecnologia é uma das grandes responsáveis pela democratização dos investimentos no país. “A transformação digital trazida pelo avanço da tecnologia e o maior acesso à informação foram cruciais para que o mercado de investimentos se desenvolvesse muito nos últimos anos no Brasil”, diz o relatório.

Considerando que a quantidade de investidores em renda variável cresceu seis vezes no Brasil na última década, saltando de 583 mil em 2011, para 3,1 milhões em outubro de 2020 e atingindo a marca histórica de 3,5 milhões de investidores pessoas físicas em março de 2021, os avanços já são gigantescos. Segundo a pesquisa, a população investidora é relativamente jovem (média de 32 anos), começa a montar sua carteira com valores baixos (cerca de R$ 660 é o valor do primeiro investimento) e, ao manter suas posições mesmo no auge da volatilidade dos mercados, demonstra uma visão de longo prazo e mais informação sobre o funcionamento da renda variável.

E é essa informação, inclusive, que tem papel fundamental nesse processo de divulgação da bolsa de valores como possibilidade real para todos. O aumento de portais especializados em finanças e de influencers que utilizam as redes sociais para falar sobre finanças e investimentos tem se tornado muito relevante. Segundo a pesquisa, na hora de decidir onde efetivamente vai aplicar o seu dinheiro, o investidor, apesar de jovem, demonstra maturidade. “Ainda que 73% colham informações na internet e 60% o façam por meio de influenciadores, apenas 36% e 32%, respectivamente, afirmam que tomariam decisões baseadas em recomendações obtidas por esses meios”.

Outra descoberta relevante do estudo da B3 é que 50% dos novos e jovens investidores da bolsa de valores têm interesse em investir em empresas internacionais como Google, Apple, Facebook e Netflix. É por isso que a procura por serviços e plataformas que oferecem a possibilidade de investir diretamente no exterior, como a Stake, também tem crescido.

No Brasil, 32% dos clientes da Stake têm de 18 a 24 anos, 30% entre 25 a 34 anos,  22% entre 35 a 44 anos, 9% entre 45 a 54 anos, 5% de 55 a 64 anos e 2% têm 65 anos ou mais. Ao contrário do Brasil, no Reino Unido, Nova Zelândia e Austrália, a maioria dos investidores da Stake são um pouco mais velhos e têm entre 25 e 34 anos.

Mas por que os investidores estão investindo fora?

Além do acesso fácil e rápido, feito a partir de um smartphone conectado à internet, que descomplicou os investimentos internacionais, a visão de futuro dos mais jovens também se modificou. Agora eles entendem que, para ganhar mais, devem assumir mais riscos. Por isso, investir em moeda estrangeira, em um país em que não se é nativo, se tornou uma possibilidade muito interessante.

O aumento da circulação das informações também foi fundamental neste processo já que, ao entender exatamente como funciona o mercado acionário fora do Brasil, os investidores perceberam que também se trata de uma estratégia de diversificação e de exposição a um mercado maior e mais robusto. Para especialistas, o cenário de juros baixos e instabilidade no Brasil também contribui para aumentar a procura por alternativas em outros mercados.

Para se ter ideia do tamanho do fenômeno, os investimentos líquidos dos brasileiros em ações no exterior somaram, apenas no primeiro trimestre de 2021, metade de todo o resultado de 2020. Segundo informações do Banco Central, US$ 1,57 bilhões foram investidos no exterior pelos brasileiros de janeiro a março deste ano, ante US$ 3,08 bilhões no ano passado inteiro.

“Os mais novos estão mais preocupados com dinheiro, falam mais sobre investimentos, estudam para poder garantir seu dinheiro”, diz o economista, advogado e educador financeiro, Alessandro Azzoni. “O comodismo que existia no passado, em um cenário onde aplicar o dinheiro na poupança era garantia de bons rendimentos, não existe mais. É necessário buscar novas alternativas”, completa.

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros.


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