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Investir no exterior: o que esperar de 2022?

2022 vem aí e carrega incertezas. Para tentar te situar no novo ano, o blog da Stake traz algumas análises e alguns setores de atenção para os próximos meses. Confira!

O que a economia mundial nos guarda para 2022? O que podemos esperar para o novo ano, que promete marcar de vez a retomada da economia mundial após dois anos de distanciamento social? Veremos um boom ou uma recuperação cautelosa e gradual?

 

É difícil prever o que vai acontecer nos próximos meses, especialmente diante de novas ameaças que podem surgir, mas é possível adiantar alguns movimentos econômicos e tendências que já surgem no horizonte.

 

Inflação: a palavra do ano?

 

Talvez a inflação domine o noticiário econômico até dezembro, afinal, o medo inflacionário não está presente apenas no Brasil, mas também nos Estados Unidos. Segundo relatório da S&P Global, a tendência de aumento de juros americanos deve continuar para os próximos meses e atingir patamar de 2% ao final de 2023.

 

O próprio Federal Reserve americano (similar ao banco central brasileiro), admite que nos próximos anos veremos subida constante dos juros no país. Em comunicado, a maioria dos dirigentes do Fed espera que a taxa de juros em 2022 fique entre 0,75% e 1,0% –  atualmente está na faixa entre 0% e 0,25%. Para 2023, cinco dirigentes do Fed veem juros entre 1,25% e 1,5%

 

A pressão inflacionária acontece devido ao reaquecimento da economia pós-vacinação, que está causando uma demanda que ainda não conseguiu ser plenamente atendida pela cadeia logística americana. A tendência é que isso afete o mercado americano como um todo.

 

“Se essa for a dinâmica [pressão inflacionária e aumento da taxa de juros], provavelmente veremos a Dow Jones performar melhor que a Nasdaq. A tendência é que isso ajude empresas da velha economia diante das empresas de tecnologia que, por conta da alta alavancagem de seus negócios, serão afetadas pelo aumento da taxa de juros,” explica Rodrigo Lima, analista de investimentos e editor de conteúdos da Stake.

 

“No último ano, com pressão inflacionária, o S&P 500 teve desempenho melhor do que a Nasdaq. O problema é que há pelo menos 10 empresas de tecnologia que representam 30% do S&P 500, então o índice também poderá ser afetado”, completa o analista.

 

Apesar dos receios, a economia americana deve manter a trajetória de alta para 2022. O S&P Global estima crescimento do PIB americano de 3,9% para o novo ano. A porcentagem de crescimento é a mesma estimada pelo Goldman Sachs.

 

Para onde olhar?

 

“2022 vai ser um ano difícil de ganhar dinheiro”, alerta Rodrigo Lima, que aposta no desempenho do dólar como algo a se prestar atenção neste ano, já que maiores taxas de juros podem atrair investimentos no país, valorizando a moeda americana em relação às de países emergentes.

 

O principal caso disso são os e-commerces, que pulularam durante os períodos de isolamento social e mudaram o paradigma do varejo. Segundo a Statista, o varejo no mundo deve atingir US$ 26,7 trilhões em vendas ante os US$ 23,6 trilhões vendidos em 2018. Só nos Estados Unidos, a projeção é de crescimento constante do setor até 2025, quando a Statista projeta um total de vendas de US$ 5,35 trilhões.

 

Em 2019, o total de vendas do varejo americano foi de US$ 4,85 trilhões. O crescimento deve ser puxado pelos comércios digitais, que vem acumulando trimestres de alta: o segundo e terceiro trimestre de 2021 viram crescimento de 9,2% e 6,8% em vendas na comparação com os mesmos períodos do ano anterior.

 

Em relação a setores que têm a esperança de retomar patamares pré-pandemia, é preciso cautela. Empresas que lidam com lajes corporativas ou shopping centers, por exemplo, podem nunca recuperar patamar por conta da mudança de hábitos de consumo e trabalho.

 

“Os segmentos de lajes corporativas e shopping centers podem nunca mais voltar a ter o market share de antes. Muita gente não vai  voltar para o presencial, tem gente que percebeu que não precisam mais ir a esses lugares para fazer as coisas que faziam antes,” finaliza Lima.

 

 

 

 

 

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros.


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