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Investir no exterior: conheça o setor de varejo

Veja um panorama do varejo americano no blog da Stake. Quais são as gigantes do setor e como elas estão se movimentando para acompanhar demandas em constante transformação.

O varejo é, sem dúvida, um dos setores que mais vai se transformar, principalmente por causa da adoção de novas tecnologias. Essa mudança já começou  com o e-commerce, que trouxe para os comerciantes uma nova possibilidade de realizar vendas e oferecer serviços a seus clientes. Além disso, na parte “dos fundos” da operação, a tecnologia também está contribuindo para a criação de estoques inteligentes e digitalizados, que agilizam as entregas e a organização nas lojas.

Para além dos desafios naturais de um setor em renovação, o varejo teve que lidar com um 2020 diferente, que transformou os hábitos de consumo da população. Com menos pessoas em lojas físicas, o foco, que já vinha mudando de rumo, passou completamente para o online e, para alívio dos comerciantes, os resultados foram positivos.

 

O vôo das gigantes

O Walmart anunciou que, no terceiro trimestre de 2020, a empresa registrou um aumento de 79% nas compras via e-commerce. No mesmo período, a Target e a Amazon registraram aumento de 155% e 37%, respectivamente, em seus ambientes virtuais.

O resultado do e-commerce ganhando mais tração pôde ser visto nos resultados de vendas do final de ano nos Estados Unidos. A data, sempre marcada por visitas a shopping e grandes lojas, aconteceu de maneira diferente em 2020, o que não impediu o crescimento de vendas.

Segundo a National Retail Federation, as vendas do varejo dos Estados Unidos, entre novembro e dezembro, cresceram 8,3% em comparação com o mesmo período de 2019, movimentando US$ 789,4 bilhões. Só o e-commerce, cresceu 23,9%, na comparação entre períodos.

Quem nadou de braçadas com essa mudança foi a Amazon, que viu crescer, não só o valor de suas ações, mas também de sua receita. Em 2020, o preço das ações da empresa de Jeff Bezos passou de US$1.900 para US$3.160, porém, o principal número para a Amazon veio das vendas.

Pela primeira na história, a Amazon ultrapassou o Walmart e se tornou a maior do setor fora da China em termos de faturamento. No período entre junho de 2020 e 2021, o Walmart registrou US$ 566 bilhões faturados, contra US$ 610 bilhões obtidos pela Amazon.

O número mostra não só o tamanho da Amazon, mas a mudança de direção em relação aos hábitos de consumo, que estão cada vez mais digitais, com preferência de entrega em casa. Nesse sentido, é marcante ver a cadeia símbolo das grandes lojas físicas (Walmart), ser ultrapassada pela referência em e-commerce mundial (Amazon).

Os investidores já entenderam essa mudança, e apostam em empresas que têm o digital em seu DNA. Esse é um dos motivos da Amazon – mesmo que jovem –  ser a maior empresa do varejo na bolsa americana. Veja abaixo as maiores empresas de varejo listadas na bolsa americana.

Amazon (AMZN)

Valor de mercado: US$ 1,693 trilhão

A Amazon começou como um serviço de entrega de livros a domicílio e se tornou o e-commerce mais conhecido no mundo. Porém, a empresa não parou por aí e tem outras iniciativas que a ajudam a diversificar seus negócios. Caso do Prime Video, serviço de streaming que tem produções próprias e rivaliza com grandes estúdios e concorrentes do setor de vídeo on-demand, como a Netflix e a Disney.

Já no campo dos produtos, a Amazon tem a bem sucedida linha Alexa de assistentes virtuais. As máquinas foram as responsáveis por popularizar aparelhos deste tipo no mundo e, junto com o Kindle – livro virtual da Amazon – são os produtos de maior sucesso da empresa.

Walmart (WMT)

Valor de mercado: US$ 394,93 bilhões

Marcas no portfólio: Sam’s Club, Great Value e EV1

Como dissemos, o Walmart perdeu o posto de maior varejo dos Estados Unidos, o que não significa que a empresa não teve um bom 2020. A rede de supermercados registrou aumento de 6,7% em sua receita. Um dado curioso é que o ano registrou uma queda no número total de vendas da empresa, mas um crescimento de 8,6% no ticket médio dos clientes.

A empresa também está investindo em outras áreas, como carros autônomos. O Walmart fechou uma parceria com a Ford e a empresa de inteligência artificial Argo para ajudar no desenvolvimento de um sistema de direção sem humanos, que no futuro poderá ajudar a rede a agilizar e melhorar seus serviços de entrega.

Home Depot (HD)

Valor de mercado: US$ 356,57 bilhões

O Home Depot é a maior loja de materiais de construção e produtos para casa dos Estados Unidos e está presente em toda a América do Norte. A empresa foi fundada em 1978 com o intuito de oferecer megalojas para produtos de casa, algo que não existia na época. A estratégia ajudou na expansão da empresa, já que o segundo negócio da marca são centros de distribuição espalhados pelos Estados Unidos.

A empresa registrou bons resultados em 2020, com aumento de 19,9% das vendas em relação ao ano anterior. Neste ano, eles anunciaram um investimento de US$ 10 milhões focados em inovação e diversidade.

Costco (COST)

Valor de mercado: US$ 201,42 bilhões

Foi a Costco que inventou o sistema de clube de compras, um estabelecimento grande, com variedade de produtos que vão de roupas a congelados, onde só se pode comprar caso tenha a carteirinha da loja. No Brasil, o sistema se popularizou com o Sam’s Club, mas, nos Estados Unidos, a Costco é a líder do setor, com 795 lojas na América do Norte, Europa e Ásia, com planos de entrar no mercado neozelandês e sueco.

O 2020 da empresa foi bom, com destaque para o e-commerce que, no último trimestre do ano, registrou aumento de vendas de 91% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já as vendas totais do último ano tiveram crescimento de 9,2% comparado a 2019.

Lowe’s Company (LOW)

Valor de mercado: US$ 143,9 bilhões

A empresa foi fundada em 1921 e vendia materiais de casa e construção, além de produtos não perecíveis, materiais de costura e até comida para cavalo. Foi apenas em 1943 que a empresa mudou de foco e adotou a linha que segue até hoje: materiais de casa e construção. A mudança se deu quando Carl Buchan – então dono da empresa – percebeu que, após a segunda guerra, a procura por materiais de construção iria aumentar. A aposta deu certo e a marca começou a se expandir pelos Estados Unidos, na década de 1950.

A empresa teve problemas quando o Home Depot dominou o mercado nos anos 1980 com suas megalojas, modalidade de estabelecimento adotada pela Lowe’s posteriormente para conseguir sobreviver. Hoje a rede tem 2.197 lojas, apenas na América do Norte, além de algumas unidades na Austrália. Desde março de 2020, a empresa registrou cinco trimestres consecutivos de crescimento de dois dígitos em suas receitas.

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros.


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