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Investir no exterior: cenários para 2022

Na segunda parte de nossa análise dos setores de melhor performance na bolsa americana de 2021, falamos também sobre o cenário econômico mundial para 2022. Leia a matéria completa em nosso blog.

Se na última postagem do blog fizemos uma análise de como se comportou a economia em 2021, este texto vai olhar para frente e entender o que nos espera em 2022. Mesmo diante do surgimento de novas variantes da Covid-19, diversos bancos e agências de risco entendem que o próximo ano será de crescimento e retomada de padrões pré-pandemia — porém não em ritmo tão acelerado quanto o esperado.

 

Quem revisou suas posições para 2022 foi a agência de risco Fitch que, após resultados abaixo do esperado para o terceiro trimestre deste ano, diminuiu a expectativa de crescimento do produto interno bruto (PIB) global. A boa notícia? A previsão de crescimento da Fitch pode indicar a maior taxa de crescimento do PIB global desde 1973, de 5,7%. A companhia afirma que o número é sinal de que não devemos nos preocupar com a estagflação.

 

A Fitch também considerou os problemas nas cadeias de suprimentos mundiais, que vem causando efeito dominó em indústrias globais, que não estão recebendo matéria-prima para seus produtos. Ela disse que espera ver uma estabilização dos preços em 2022, mas não descarta o risco de inflação.

 

Outra instituição que também fez estudos sobre o crescimento mundial da economia em 2022 foi a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que, mesmo com um terceiro trimestre abaixo do esperado, manteve a expectativa de crescimento do PIB mundial em 5,7%, se alinhando à Fitch.

 

Apesar de não alterar a previsão, a OCDE disse que o maior risco para a economia mundial, atualmente, é a pressão inflacionária, que pode fazer com que “bancos centrais apertem sua política monetária de maneira maior do que a projetada.” Abaixo, três setores que merecem uma atenção extra:

 

Setor de tecnologia

 

Eis um setor que sofreu menos do que a média com os efeitos da pandemia, que tornaram produtos e serviços tecnológicos ainda mais vitais para o dia a dia da população. Por conta disso, o índice que acompanha as maiores empresas de tecnologia (XLK) do planeta obteve retornos de 42,3% nos últimos 12 meses.

 

Setor de materiais

 

O nome diz respeito ao setor secundário da indústria, que faz o primeiro tratamento de matérias-primas. São empresas que produzem plásticos, fertilizantes, papel, concreto e metais. A boa notícia para o setor é que, além de ter tido um ótimo 2021, pode ter um 2022 ainda melhor, devido ao pacote de infraestrutura que o Congresso americano tenta aprovar, uma das principais promessas de campanha de Joe Biden. Caso o projeto seja aprovado, a demanda por materiais deve crescer acima da média.

 

Setor de consumo

 

Eis um setor que teve que se reinventar durante a pandemia e entrou de cabeça no mundo da internet, com os e-commerces como salvação. Após difícil ano de 2020, o ano de 2021 foi de retomada para o setor, especialmente com o avanço da vacinação. Um levantamento da PricewaterhouseCoopers (PwC) mostrou que os consumidores estão mais otimistas e mais dispostos a gastar entrando em 2022. A PwC indica também o retorno das lojas presenciais, com compras físicas voltando ao patamar pré-pandemia.

 

 

 

 

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros.


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