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Carros elétricos além da Tesla? Conheça outras opções de investimentos dentro do setor.

A Tesla não é a única empresa determinada a produzir carros elétricos no mundo. Conheça outras empresas do segmento e saiba mais sobre investimentos em automóveis movidos à bateria.

É inquestionável: em 2021, se perguntarmos para qualquer pessoa qual a primeira fabricante de carros elétricos que surge na memória, dificilmente uma resposta diferente de “Tesla” será ouvida. A companhia americana dirigida pelo famoso CEO Elon Musk é uma das queridinhas dos investidores, principalmente depois de ter sido adicionada, em 2020, ao S&P 500, índice das maiores empresas de Wall Street. De lá para cá, as ações da montadora de carros elétricos subiram 743% no ano.

No entanto, agora, os papéis da marca estão quase 25% abaixo de seu recorde histórico estabelecido no início do ano e caíram, até 28 de junho, 2,4% do início de 2021. Ainda assim, a Tesla segue como uma das ações preferidas de muita gente. Aqui na Stake, as ações da companhia foram as mais negociadas na Austrália, na Nova Zelândia, na Inglaterra e no Brasil entre janeiro e maio deste ano.

Leia também: As favoritas dos investidores

Mas, a Tesla não é a única empresa determinada a produzir carros elétricos no mundo. Diversas startups especializadas no segmento surgem o tempo todo e, além disso, montadoras tradicionais como Ford, GM e Chevrolet também já se dedicam fortemente à construção do carro elétrico dos sonhos. Por isso, inclusive, as ações de algumas companhias que por muito tempo estavam fora dos holofotes, voltaram a ressurgir no radar do investidor.

A Ford, por exemplo, depois de divulgar suas pesquisas e investimentos nos elétricos e anunciar que pretende terminar a transição para os carros elétricos na Europa até 2026, viu seus papéis subirem quase 70% ao longo de 2021 e agora está no top 10 do S&P 500 no ano. Recentemente a empresa revelou seu caminhão elétrico F-150 Lightning e declarou aos investidores que está trabalhando para que os veículos elétricos representem 40% das vendas globais até 2030.

E não é só a Ford que está se mexendo – e quem não está, precisa agir nesse sentido com urgência se quiser sobreviver no mercado. Afinal, o setor automotivo parece estar cada vez mais próximo de atravessar a ponte, deixando para trás os veículos movidos à gasolina e álcool, mergulhando nos que têm a bateria como fonte de propulsão. Tanto que na quarta-feira (14 de julho de 2021), a Comissão Europeia determinou que a partir de 2035 todos os carros novos vendidos nos países do bloco sejam elétricos, marcando, enfim, a extinção do motor a combustão, responsável por cerca de 15% das emissões de CO2 nos países do bloco.

Por isso, montadoras do mundo todo estão focadas em pesquisa e desenvolvimento de carros elétricos. A americana GM, por exemplo, pretende abandonar os carros movidos a gasolina e transformar todos os seus veículos em elétricos até 2035; a Volkswagen quer tornar os carros elétricos da marca mais acessíveis e disse que espera que pelo menos 80% dos carros da marca sejam elétricos até 2030, assim como a montadora sueca, Volvo, que estabeleceu o mesmo prazo para a transição.

A alemã Audi já declarou que continuará lançando opções de veículos movidos a gasolina somente pelos próximos 15 anos. E marcas de luxo, como Mercedes, Bentley e Jaguar também já traçaram suas metas: a primeira, irá fazer a transição para a linha elétrica em 19 anos, a segunda espera que em 2026 todos seus modelos sejam à bateria e a terceira planeja chegar aos 100% elétrico em 2030.

Vale lembrar que, muito antes da Tesla (que nasceu só em 2013), o carro elétrico já existia. Na verdade, pesquisas históricas contam que ele surgiu entre 1828 e 1835 com inventores da Hungria, Países Baixos e Estados Unidos, antes mesmo do marco da invenção do carro a combustão (que surgiu oficialmente em 1886). Historiadores relatam que o carro elétrico só não vigorou no mercado por conta de seu preço, mais elevado em comparação ao  concorrente, e também pelo forte apelo da indústria petrolífera.

Ao que tudo indica, está chegando a hora do carro elétrico ganhar de vez as ruas. Por isso, listamos 3 empresas de carros elétricos que  disputam mercado com a Tesla e que você pode ficar de olho e investir já ou no futuro. Confira:

NIO

A Nio, fundada em novembro de 2014 por William Li, é conhecida como “a Tesla chinesa”. Em novembro de 2020, a fabricante de carros elétricos passou a valer mais do que a BMW e a gigante norte-americana General Motors e suas ações subiram 11% na época.

A Nio, que recentemente comemorou a produção de seu carro de número 100 mil, cresceu 113% em 2020 e em maio deste ano anunciou que irá operar na Noruega, seu primeiro mercado na Europa, com dois modelos. O próximo mercado no continente deve ser o Reino Unido, onde a empresa já tem centros de teste.

O IPO da NIO ocorreu em setembro de 2018 e movimentou US$ 1 bi nos Estados Unidos.

RIVIAN

Fundada em 2009, a montadora de veículos elétricos americana pretende lançar já no segundo semestre de 2021, três veículos elétricos: uma picape (R1T), uma SUV (R1S) e uma van, além de montar 600 estações de carregamento dos automóveis pelos Estados Unidos.

Famosa pela sua parceria com a Amazon, para quem desenvolve uma van com autonomia de 240 km que irá fazer as entregas do site, a empresa conta também com muitos investidores de peso, como a BlackRock, a Fidelity, a T. Rowe Price e a Ford Motors, que planeja lançar um veículo desenvolvido a partir da tecnologia da Rivian. No começo do ano a Rivian anunciou uma rodada de investimentos de 2,65 bilhões de dólares, liderada pela T. Rowe Price. É conhecida como “A nova Tesla”.

BYD

Fundada em 2003, a chinesa BYD Auto é subsidiária da BYD Company (sigla que significa Build Your Dreams, “construa seus sonhos” em português). A empresa foi por muito tempo a maior fabricante de veículos elétricos no mundo.

Em 2008, o mega-investidor Warren Buffett preferiu  comprar ações da BYD e não da Tesla e, mais uma vez, acertou: as ações da companhia tiveram alta de quase 400% (até o início de 2021), sendo negociadas na casa dos US$29 na bolsa de Xangai. Seu valor de mercado subiu de US$17 bilhões para quase US$ 80 bilhões. Gostou de saber que a Tesla não é a única empresa de carros elétricos para investir? 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros.


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