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A revolução tecnológica na saúde

Você sabia que o Brasil, que atualmente já conta com 542 startups de saúde, bateu recorde histórico anual de investimentos de heathtechs em 2021? E tem mais: a tendência é que esse sucesso siga aumentando nos próximos anos.

As empresas do segmento de healthtech estão em crescimento e o interesse dos investidores pelo mercado de saúde também. Entenda os motivos e conheça as novidades do setor.

A pandemia do coronavírus escancarou a importância da tecnologia para a saúde. Não é novidade que houve uma corrida da indústria farmacêutica pelo desenvolvimento das vacinas e as ações das empresas desse segmento cresceram substancialmente ao longo de 2020. Também não é segredo que a telemedicina se expandiu fortemente ao redor do mundo, abrindo espaço para o crescimento de companhias focadas em digitalização de diagnósticos e softwares de consultas.

O que se destaca nisso tudo é como a tecnologia, sobretudo a inteligência artificial, está revolucionando a área da saúde no mundo, trazendo oportunidades de novos negócios que surgem com esses avanços, principalmente agora, com a pandemia antecipando muitas das inovações.

Para se ter ideia, o Brasil,  que atualmente já conta com 542 startups de saúde, bateu recorde histórico anual de investimentos em heathtechs em 2021: ao todo, US$ 111,1 milhões (cerca de R$ 580 milhões) foram destinados a empresas nacionais que atuam nesse campo, segundo dados da plataforma Distrito, que monitora o setor de startups no país. Inclusive o Brasil poderá ter em breve sua primeira healthtech a operar na bolsa de valores. Em março a Bionexo, fornecedora de soluções digitais de gestão de saúde, registrou na CVM um pedido para abrir capital na B3.

A tendência é que esse volume amplie ainda mais nos próximos anos. No mundo, a previsão é que até 2024 este mercado continue crescendo 12% ao ano, até alcançar valor global de cerca de US$ 432 bilhões, segundo o relatório Money Tree, elaborado pela PwC.

Entendendo o setor

As healthtechs atuam em três diferentes etapas da saúde: prevenção, diagnóstico e tratamento. Isso significa que todas as ferramentas e procedimentos usados pelos médicos podem ser modernizados e aprimorados, facilitando, de alguma forma, o cotidiano dos profissionais e resultando em melhores condições para o paciente.

Inteligência Artificial (IA) e Big Data, reconhecimento facial e imagens, monitoramento de sensores, robótica, realidade aumentada e virtual são alguns dos meios estudados e aplicados na área de saúde pelas empresas de tecnologia focadas na área. Há também hospitais, inclusive no Brasil, que já possuem robôs monitorando pacientes e auxiliando a equipe médica a priorizar os atendimentos mais urgentes.

Microcâmeras que são ingeridas como pílulas pelos pacientes com o objetivo de investigar sintomas no corpo humano,  impressões de órgãos 3D e cirurgias virtuais são algumas das inovações que já estão em aplicação em centros médicos espalhados pelo mundo. Além, claro, da automação de processos, possível por meio da inteligência artificial, possibilitando que máquinas aprendam com experiências, ajustem-se a novas entradas de dados e realizem tarefas no lugar de seres humanos, reduzindo processos e otimizando o tempo.

Healthtechs nas bolsas de valores

As healhtechs ganharam fôlego ainda maior na pandemia, mas não são um fenômeno nascidos na era do covid. Essas startups baseadas em soluções tecnológicas para problemas da saúde já existem há anos. Como startups, muitas se tornaram unicórnios (empresas que valem mais de US$ 1 bilhão) e depois caminharam ou estão caminhando para IPOs nas bolsas de valores.

É o caso da Roivant Sciences, que trabalha com desenvolvimento de novos medicamentos utilizando inteligência artificial  e decidiu abrir capital por meio de uma SPAC (empresa de aquisição de propósito específico) em um negócio que avalia a empresa em US$ 7,3 bilhões. O anúncio da fusão foi feito em maio. Fundada em 2014, a Roivant possui diversas subsidiárias focadas no desenvolvimento de tratamentos para vários tipos de câncer, sistema nervoso e doenças do sistema imunológico, incluindo a Immunovant e a Sio Gene Therapies. 

Já a Health Catalyst (HCAT), uma plataforma que cruza e unifica dados de pacientes com a ajuda da inteligência artificial, fez seu IPO em julho de 2019. Na época, a empresa precificou as ações iniciais em US$ 26 e, com a oferta de 7 milhões delas, levantou US$182 milhões. Atualmente ela é negociada na casa dos US$ 55.

O WeDoctor, um dos primeiros e maiores unicórnios da área de saúde digital, acaba de entrar com um pedido de IPO na Bolsa de Valores de Hong Kong, sendo avaliado em US$ 6,8 bilhões durante sua última rodada de financiamento, de acordo com a Bloomberg. Fundada em 2010, a empresa se tornou uma plataforma multifuncional que oferece serviços médicos, farmácias online, software empresarial baseado em nuvem para hospitais e outros serviços. Durante a pandemia, as receitas da WeDoctor saltaram 262,1% em apenas um ano – de US$ 77 milhões em 2019 para US$ 279 milhões em 2020.

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros.


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