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Spotlight: Monster Beverage Corporation (MNST)

5 horas de pesquisa, 5 minutos de leitura. Destaque para as ações de Wall Street. Saiba mais sobre a Monster.

Se você tivesse que falar o nome de um fabricante de energético, muito provavelmente o primeiro nome que viria à sua mente não seria o da Monster. A empresa não tem um slogan marcante como “Red Bull te dá asas”, mas isso não impediu que a companhia decolasse: se de acordo com a Beverage Marketing Corporation o mercado de energéticos nos Estados Unidos é um mercado de US$60,5 bilhões, a Monster responde por 39% de todas as vendas do setor. Entenda como esse colosso do mercado de bebidas se formou.

Suco do desastre

 

Hoje a Monster é conhecida por vender bebidas com cores e sabores tão exóticos que parecem ter saído diretamente de um reator de energia nuclear (e que certamente produzem a mesma quantidade de energia). Porém esse é um retrato recente das operações da companhia. Fundada em 1935 por Hubert Hansen na Califórnia, originalmente a empresa tinha o nome de seu fundador e produzia suco de frutas, vendidos para varejistas e estúdios de cinema no estado.

 

Atuando em um mercado extremamente competitivo, a Hansen conseguiu se manter firme por algumas décadas se sustentando somente da produção de sucos, porém na década de 70, Tim Hansen, neto do fundador Hubert, começou a introduzir refrigerantes e energéticos no portfólio de produtos da companhia. Com um grande leque de produtos oferecidos no mercado, a Hansen acabou perdendo seu foco e começou a patinar. Em 1988 a empresa acabou decretando falência e sendo adquirida pela California CoPackers.

 

Naturalmente, a mera troca de donos não melhorou imediatamente a situação da companhia, que só começou a deslanchar quando finalmente começou a focar na produção de suas bebidas energéticas, tirando o foco dos sucos e refrigerantes. O sucesso foi tão grande que eventualmente em 2012 a companhia passaria a se chamar Monster Beverage Corporation e em 2015 se desfaria de todos os seus sucos e refrigerantes, em uma troca realizada com a Coca-Cola Company, que transferiria seus energéticos para a Monster e passaria a ser dona de 16,7% da empresa. Hoje esse percentual é de 19,3%, graças às recompras de ações realizadas pela Monster.

 

Energia que dá gosto

 

Focada nas bebidas energéticas, hoje a Monster responde não apenas pela marca homônima mas também pela Burn, NOS, Full Throtle, Reign, Relentless, Mother e Predator, todas marcas de energéticos, que estão presentes em 141 países ao redor do mundo e com receita superior a US$1,4 bi apenas no terceiro trimestre de 2021. Apenas entre janeiro e setembro de 2021 a companhia vendeu mais de 11 bilhões de latões de energético, volume suficiente para encher 1.044 piscinas olímpicas.

 

O segredo da receita para o sucesso? Diferenciação. Se a Red Bull, líder do setor, vende apenas latinhas de 250ml, a Monster comercializa latões de 473ml. Se a Red Bull é conservadora para lançar novos sabores de seu produto, a Monster oferece dezenas de sabores diferentes. Se a Red Bull promove seus produtos em fórmula 1 e futebol, a Monster foca em Nascar, MMA e e-sports. Aliás, essa última categoria seria crucial para a companhia, com o Monster se tornando a bebida favorita de milhares de gamers e streamers ao redor do planeta.

 

A diferenciação da Monster ocorre não apenas no marketing da empresa, mas também nos números da companhia: enquanto a margem bruta média do setor de bebidas é de 34%, a margem bruta da Monster é praticamente o dobro, de 57%. Nos últimos cinco anos o crescimento da receita da companhia também vem superando o da concorrência: enquanto a receita do setor cresce em média 8,1% ao ano, a receita da Monster vem crescendo a uma média de 11,4% a.a.

 

Cuidado: alta energia

 

Além de mudanças no padrão de consumo, com consumidores exigindo produtos cada vez mais saudáveis, um dos principais riscos para a companhia é a mudança regulatória sobre o tamanho das latas de seus produtos, além de limites sobre a quantidade de cafeína ou açúcar presente em suas bebidas. Na verdade, esse último ponto já foi problema, quando em 2008 o FDA, autoridade que regula o mercado de alimentos e bebidas nos EUA, decidiu que produtos que utilizassem xarope de milho em sua composição não poderiam ser chamados de “naturais”. A Monster passou então a utilizar açúcar de cana para adoçar as suas bebidas.

 

Outro risco enfrentado pela companhia é que toda a embalagem dos seus produtos é terceirizada. Apesar disso colocar a Monster à mercê de outras empresas, a companhia não viu seus custos aumentarem ou as receitas caírem mesmo em meio à pandemia da covid-19, que fez com que o preço do alumínio utilizado para as latas de seus energéticos disparasse, sem falar em problemas logísticos causados pela pandemia.

 

Talvez o maior risco enfrentado pela companhia seja a concentração geográfica: apesar de estar presente em mais de 141 países, os Estados Unidos ainda são responsáveis por 51% da receita da empresa. Felizmente esse número vem caindo vertiginosamente. Em 2018, os EUA respondiam por 61% do faturamento da Monster.

 

De qualquer maneira, a falência ensinou duras lições para a Monster, que hoje é uma empresa sem alavancagem financeira, com mais dinheiro em caixa do que tem a pagar em passivos. Dessa forma, a empresa espera ser capaz de lidar com cenários desfavoráveis da mesma maneira que seus consumidores: com alta dose de energia.

 

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros.

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