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Spotlight: Disney

5 horas de pesquisa, 5 minutos de leitura. Destaque para as ações de Wall Street. Conheça a Disney:

A Disney de hoje está muito distante das animações 2D em preto e branco que Walt Disney criou na década de 1920. A empresa, que começou com os filmes animados e produzidos pelo próprio Sr. Walt Disney em Kansas City, tornou-se um ícone global com o Mickey Mouse no final da década.

Mickey e amigos

A Disney era mais do que apenas um estúdio de desenho animado: ela era uma fábrica de sonhos e inovação. O Vapor Willie (Steamboat Willie, no original) foi o primeiro desenho animado com som sincronizado, além de ter uma trilha sonora própria. O curta foi um sucesso e se tornou parte importante da história da Disney.

As duas décadas seguintes trouxeram Dumbo, Bambi, Pinóquio e o filme de maior bilheteria de seu tempo, Branca de Neve. Os filmes da Disney eram tão relevantes na cultura popular que o governo dos EUA contratou o estúdio para produzir filmes publicitários pró-americanos durante a 2ª Guerra Mundial. O público da Disney continuava crescendo rapidamente.

Estado da arte

Quase um século depois, com 223.000 funcionários criando filmes CGI (imagens geradas por computador) realistas e administrando parques temáticos que lembram o paraíso na terra, a Disney é um império de US$ 360 bilhões.

Homem-Aranha, Skywalker e Sully lideram a lista de estrelas da Disney com os ativos Marvel, Lucasfilm e Pixar no balanço da empresa. Em 2019, sete dos dez filmes de maior bilheteria do mundo pertenciam à Disney, gerando mais de US$ 10 bilhões em receita para a companhia.

A verdade é que, duas décadas atrás, o elenco da Disney parecia mais com a terceira divisão do Brasileirão do que com o campeão da Champions League que conhecemos e torcemos hoje. Foi só quando Bob Iger assumiu as rédeas que a Disney realmente se tornou uma superpotência moderna. Em seu mandato de 14 anos, Iger acrescentou mais de US$ 150 bilhões ao valor de mercado da empresa, uma vez que as ações subiram mais de 400%.

Seu primeiro feito foi comprar a Pixar em 2006. Em 2009, a Marvel foi comprada por US$ 4 bilhões, um custo que foi facilmente recuperado. E em 2012, a Lucasfilm se juntou ao elenco. Ainda assim, o entretenimento de estúdio é apenas uma fatia da receita total da Disney.

Suas redes de mídia incluindo ESPN, National Geographic e ABC são as mais lucrativas da empresa. Na verdade, em 2019 a ESPN gerou mais receita do que os 7 sucessos de bilheteria combinados. Por meio dessas redes, que incluem TV e rádio, a Disney é capaz de gerar 90% de sua receita operacional (lucro). Sim, a tão famosa exibição de fogos de artifício sobre o castelo nos parques da Disney todas as noites só é possível graças à telespectadores fanáticos por esportes que ficam vidrados na televisão.

Pode parecer impossível, dado que os custos de admissão para uma família está na casa dos milhares de dólares, e um cachorro-quente custa US$ 15, mas os parques temáticos e experiências da Disney operam com margens operacionais mínimas. Apesar de gerar mais receita do que qualquer outro segmento de negócios, os parques contribuem com menos de 15% dos lucros da Disney (números anteriores à Covid-19).

Isso não se manteve durante a pandemia. Todos os doze parques, de Hollywood a Hong Kong, foram forçados a fechar, sem contar na suspensão das linhas de cruzeiro por algum período durante 2020, levando a uma perda de US$ 2,6 bilhões em lucros potenciais durante o ano passado.

E tem também o serviço de streaming, este é o segmento de crescimento mais rápido da empresa, mas também seu líder em perdas. O segmento perdeu US$ 2,8 bilhões em 2020, em uma época em que atingiu o pico quando os consumidores foram forçados a ficar em casa e o Disney+ foi lançado.

Com apenas um ano de operação, a Disney+ já tem 95 milhões de assinantes em todo o mundo, quase metade dos 200 milhões da Netflix. Sua previsão era atingir 90 milhões só em 2024! Apesar de quase 100 milhões de assinantes mensais, a Disney está gerando apenas US$ 4 por cliente, o que faz com que a empresa busque novas maneiras de monetizar uma base de usuários tão grande e leal. O céu é o limite.

O futuro

A Disney reconhece esse potencial. A popularidade imediata da Disney+ forçou a empresa a redefinir sua estrutura de negócios. A partir de outubro de 2020, o streaming agora é uma prioridade. A empresa passa a ter dois focos principais:

  • Produção de conteúdo para seu serviço de assinatura
  • Tornar o serviço de streaming Disney+ mais lucrativo

Pra se ter ideia, a Netflix é uma empresa de US$ 230 bilhões sozinha. O streaming da Disney está apenas começando e já era uma empresa de US$ 250 bilhões antes mesmo do anúncio de seu lançamento. O potencial para impulsionar um negócio de streaming de cem bilhões de dólares em cima de seu modelo pré-existente levou a uma tendência de alta entre os investidores.

O tempo dirá o que o futuro reserva para Mickey.

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros.

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