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Duelo de gigantes: Nike vs. Adidas

Apresentando: o duelo de gigantes, onde falamos sobre dois grandes concorrentes. Nesta edição falaremos sobre duas empresas que mudaram a cara do esporte para sempre.

*Dados de 20/07/2022

A origem dos gigantes

 

Embora a Nike agora seja conhecida pelo basquete, sua fundação veio de um esporte diferente: atletismo. Na década de 1960, o cofundador da Nike, Bill Bowerman, era o treinador da equipe de atletismo da Universidade de Oregon. Bill estava fascinado por todos os aspectos da competição, especialmente pelos sapatos. Depois de uma quantidade significativa de tentativa e erro, Bill fez com que um de seus atletas e futuro cofundador da Nike, Phil Knight, experimentasse sua agora icônica sola de sapatos feita em uma máquina de waffles. E sim, ele realmente fez isso com uma máquina de waffles. Phil emprestou seus sapatos para seu companheiro de equipe Otis Davis, que os usou para vencer os 400 metros rasos nos Jogos Olímpicos de Verão de 1960.

 

Assim como a Nike, a Adidas se firmou no atletismo. Mas, ao contrário da Nike, em 1924 a Adidas começou com tênis de corrida com cravos, alguns dos primeiros do mundo. Em 1928, a empresa obteve sua primeira grande vitória quando Lina Radke conquistou a medalha de ouro nos 800m nas Olimpíadas. Nessa época, o nome da loja era Gebrüder Dassler Schuhfabrik (Fábrica de Calçados dos irmãos Dassler), fundada pelos irmãos Adi e Rudolf Dassler.

 

Assim como a Adidas, a Nike não começou com o nome que todos conhecemos e amamos hoje. Na verdade, ela começou com um nome muito mais longo, Blue Ribbon Sports, fundada em 1964 quando Bill Bowerman e Phil Knight se uniram. Bill trouxe os designs dos sapatos e Phil trouxe o plano de fabricação. Phil surgiu com a nova ideia de que a mudança da fabricação de calçados esportivos da Alemanha para o Japão não apenas economizaria margem, mas também não traria qualquer mudança na qualidade. Bill concordou e a Blue Ribbon Sports nasceu.

 

Em 1971, após uma separação litigiosa com seu fabricante japonês, Phil e Bill renomearam a empresa como Nike, com o agora mundialmente famoso swoosh. Infelizmente para a Adidas, a transformação da empresa resultou do fracasso dos irmãos em resolver as diferenças pessoais e profissionais. Como resultado, em 1949, a Puma e a Adidas nasceram lideradas por Rudolf e Adi, respectivamente.

 

Curiosidade: havia um parque em Boston que era conhecido como “Adidas Park” pelos moradores locais, onde apenas tênis da marca Adidas eram permitidos. Aliás, quem se atrevesse a ir ao parque usando Nikes ou Pumas corria o risco de ter seus sapatos arrancados e pendurados na “árvore da vergonha” do parque, onde se encontravam inúmeros pares de tênis de outras marcas.

 

Um grande passo para o esporte moderno

 

Hoje, a Nike é conhecida pelo basquete e a Adidas é conhecida pelo futebol. Mas ambas as empresas começaram no atletismo. Então, por que a mudança? A incursão da Adidas no futebol começou após a separação dos irmãos em 1954, quando a seleção alemã contratou a empresa para ser seu fornecedor de chuteiras para a Copa do Mundo. Nos oito anos seguintes, a empresa se espalhou rapidamente e, na época da Copa do Mundo de 1962, todos os jogos tinham pelo menos um par de chuteiras Adidas em campo. Mas a Adidas estava longe de estar satisfeita e, depois de passar os oito anos seguintes solidificando sua posição, a empresa voltou seus olhos para a verdadeira estrela da copa; a bola. Isso mesmo, em 1970, a influência da Adidas no futebol era tão forte que produziu a bola para a Copa do Mundo, e desde então ela segue em uma sequência ininterrupta de copas do mundo até hoje.

 

A primeira investida da Nike no basquete foi em basquete universitário no ano de 1977, com um pagamento de US$ 5.000 e o fornecimento 120 pares gratuitos de Nikes para o técnico Jerry Tarkanian da Universidade de Nevada, Las Vegas (que na época não era apenas legal, mas também prática padrão). Logo após essa primeira batalha ser vencida na guerra pelo domínio do basquete, a Nike assumiu o controle do basquete universitário dos EUA, com a maioria dos principais times usando Nike. Mas o grande dinheiro estava no basquete profissional, e a Nike tinha um problema. O controle do esporte estava com a Converse desde 1936, quando o All-Star se tornou o tênis oficial de basquete do time de basquete masculino olímpico vencedor da medalha de ouro. A Segunda Guerra Mundial selou o controle da empresa, quando se tornou o sapato oficial de treinamento esportivo dos militares dos EUA. Mas na década de 1970 esse controle estava caindo devido à recusa da Converse em mudar com os tempos e adotar o couro. Em suma, era a hora certa para um concorrente assumir o comando da liga. Ainda assim, a Nike não estava na frente da fila; essa honra foi para a Adidas. Mas quando a empresa teve o direito contratual de assinar a terceira escolha do draft de 1984, ela recusou. A Nike, por outro lado, decidiu não apenas assinar com Michael Jordan um contrato de cinco anos, no valor de US$ 7 milhões, mas também deixar ele opinar sobre o design exato do tênis. Com Jordan agora firmemente ligado à Nike e seu domínio do esporte, a empresa consolidou seu status como uma gigante dos tênis de basquete.

 

Como elas estão agora?

 

Agora que sabemos como a Nike e a Adidas se tornaram os gigantes que são hoje, vamos dar uma olhada rápida em sua situação atual. No ano fiscal de 2022 (que terminou em 31 de maio), a Nike gerou USD 44,4 bilhões em receita, um crescimento 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento da receita foi impulsionado pela Nike Direct e pelo atacado, liderados pela Sportswear e pela sempre presente Jordan Brand. A margem bruta aumentou  1,2%, chegando a 46% com os problemas de logística da empresa continuando a diminuir. No ano fiscal de 2022, a Nike gerou USD 6 bilhões em lucro líquido com USD 13 bilhões em caixa e equivalentes. A empresa ainda domina o basquete profissional, com um estudo de 2021 da Baller Shoes DB estimando que 67% dos jogadores da NBA usam Nike, em comparação com 10% da Adidas.

 

Mas não se sinta mal pela Adidas; a empresa registrou um crescimento de receita de 16% no mesmo período. Isso resultou em € 21 bilhões em receita e a margem bruta aumentou 0,7%, chegando a 50,7%. Assim como a Nike, a empresa viu melhorias significativas em seus problemas de logística relacionados à COVID-19, embora ainda demore mais um pouco até que eles desapareçam completamente. O lucro líquido das operações contínuas atingiu € 1,5 bilhão e a empresa encerrou o ano com € 3,8 bilhões em caixa e equivalentes. É importante notar que a empresa aumentou suas despesas de capital em 51%, para 667 milhões de euros, ao investir em novas lojas e remodelar as existentes. Mas a maior parte dos gastos é do departamento de TI, que continua aprimorando e expandindo sua infraestrutura.

 

Assim, embora a Nike tenha começado mais tarde, a empresa é claramente a rainha dos gigantes do vestuário esportivo. Mas não conte com a Adidas saindo do pódio ainda, pois o resultado do último ano mostra que a empresa ainda tem muita luta pela frente.

 

 

 

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros.

 

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