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Garimpando as melhores oportunidades de investimento nos EUA com Cesar Crivelli

Conversamos com Cesar Crivelli, analista CNPI responsável pelo portfólio offshore desenvolvido pela Nord Research para ajudar brasileiros a investir no exterior.

Em meio a mais de 6.000 ações listadas no mercado americano, saber em que companhias investir nem sempre é tarefa simples, sobretudo para quem está iniciando no mundo dos investimentos.

É aí que entra o olhar criterioso de Cesar Crivelli,  analista CNPI responsável pela Nord Global, que analisa, seleciona e faz recomendações das melhores empresas para que o pequeno investidor consiga montar sua carteira de investimentos com ações americanas.

Formado em Administração, com MBA pela FGV e MSF pela Hult International Business School, já integrou o Equity Research do Citibank, tesouraria da GM e também trabalhou com M&A nos EUA, Crivelli está desde 2020 na missão de desmistificar o investimento no exterior para os brasileiros, garimpando as oportunidades mais atrativas para quem quer diversificar seu portfólio.

De lá para cá, conseguiu fechar o primeiro semestre com uma rentabilidade próxima de 50% em um ano, acima do S&P 500, que atingiu o patamar de aproximadamente 30%. Confira o bate papo exclusivo:

Como começou sua história com investimentos? 

Meu primeiro contato foi em uma sala de ações de um banco. Home broker naquela época era algo muito precário, muito rudimentar. Eu via o pessoal lá dentro da sala lendo jornal, falando de mercado e tive interesse no assunto. Foi assim que eu me tornei um investidor – abri uma conta e comprei minhas primeiras ações.

Quando decidiu que queria atuar profissionalmente nesta área?

Profissionalmente, o gatilho surgiu no final da faculdade, quando escolhi várias matérias de finanças e gostei muito. Ali foi o clique de que era aquilo que eu queria realmente fazer para a minha vida.

Como a Nord Research surgiu na sua vida?

A Nord surgiu na minha vida há dois anos. Eu tinha voltado dos Estados Unidos, passei uma temporada lá fazendo uma pós-graduação em finanças e depois trabalhei dois anos numa start-up, e decidi voltar para o Brasil. Foi quando a Nord me encontrou, me chamou para uma conversa e aí passei a fazer parte do quadro da empresa. Hoje sou sócio, temos uma parceria muito boa.

Quais os maiores desafios na missão de ajudar brasileiros a investir no exterior?

Acho que o principal desafio, e ao mesmo tempo nossa missão, é desmistificar o investimento no exterior para os brasileiros. Se você olhar, não muito tempo atrás, só quem tinha muito dinheiro é que conseguia abrir uma conta em um banco fora do Brasil. Para pessoa física era praticamente impossível ter uma conta lá fora,  mesmo os maiores bancos daqui tendo operações internacionais. Uma vez superado esse passo, era preciso lidar com a questão do câmbio, que era extremamente burocrático. Além disso, uma vez recebidos os recursos lá fora, a pessoa ainda tinha que, muitas vezes, ter um auxílio no domínio da língua inglesa para fazer seus investimentos.

Como hoje o mundo está bem diferente, a tecnologia veio para ajudar os pequenos e micro investidores. Nosso papel é justamente mostrar para essas pessoas que é possível diversificar fora do país, investindo no exterior. Hoje existem corretoras que abrem sua conta online, várias plataformas  online que permitem que você faça o câmbio e também casas de research, como a Nord, que conseguem auxiliar o cliente, seja através de uma gestão de patrimônio, como a gente tem na área de wealth management, ou seja você mesmo tendo uma carteira recomendada e o auxílio de um profissional para esclarecer suas dúvidas.

É o que a gente faz na Nord Global. A gente fica lá com os clientes no Telegram, munindo eles de informações, tanto sobre o mercado, quanto sobre as empresas. Conversamos por mensagem de texto ou áudio com cada um deles, para suprir as dúvidas, desde questões operacionais, abertura de conta, envio de recursos, imposto de renda e até da alocação da carteira. Enfim, acho que nosso papel é esse, mostrar para os investidores pessoa física que hoje é possível investir no exterior  e que é bom sempre ter uma parte do patrimônio fora do país.

Pessoalmente, você investe no exterior desde quando?

Eu fui para os Estados Unidos em 2016 para fazer uma pós-graduação em finanças e foi ali que eu tive um contato maior com o mercado americano. Foi quando eu comecei a investir por lá.

E qual sua estratégia?

A estratégia é basicamente o que a gente faz aqui na Nord: escolher boas empresas, que tenham bons fundamentos, que crescem, que têm lucro, que mostram retorno para o acionista e que, no longo prazo, tirando os ruídos do mercado, se valorizam e ajudam no ganho de capital.

Então, as mesmas recomendações que a gente tem para os clientes, a gente acaba seguindo. Não tem tanto segredo: empresas boas, que têm potencial de crescimento e que têm lucro e que estão em mercados ou consolidados ou que estão crescendo, e não só nos Estados Unidos. Também temos posições na China e acompanhamos tudo na Europa, Ásia e, mesmo aqui na América Latina, você consegue acessar o mercado aqui e lá fora.

Você procura garimpar as melhores oportunidades no mercado americano com a Nord Global. Desde a criação do projeto, qual a rentabilidade média da carteira que você criou?

A Nord Global fez 1 ano no mês passado e apresentou um resultado extraordinário. A gente até brinca que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura, obviamente é um trabalho construído ao longo do tempo, mas nossa carteira já fechou o primeiro semestre com uma rentabilidade próxima de 50% em um ano, fechando essa janela de 12 meses, enquanto a bolsa americana, no mesmo período, o S&P 500 subiu mais ou menos 30%. Conseguimos entregar um resultado bem satisfatório, acima do índice.

O número de brasileiros interessados em investir no exterior está aumentando. Por que está ocorrendo este fenômeno na sua visão?

O número de brasileiros investindo no exterior aumentou por alguns fatores. Hoje em dia é muito mais fácil, existem empresas especializadas em dar suporte a brasileiro.  Acho que tem muito também da questão econômica política, o país vem patinando há muito tempo. Mesmo a bolsa, se você pegar e comparar o desempenho da bolsa aqui contra a bolsa lá fora, o rendimento em reais, as duas na mesma base você vai ver que, lá fora, ela apresenta um desempenho muito acima do Brasil.

Já que aqui no Brasil temos toda essa questão de baixo crescimento, inflação alta, um governo que começa com uma ideia e depois muda – isso já aconteceu várias vezes. Então, acho que para qualquer pessoa, ter um pedacinho do patrimônio investido no exterior é muito importante. A gente sempre fala para começar pequeno, com 5%, depois vai para 10%, não precisa começar com metade do patrimônio, mas entre 10 e 15% é uma forma de diversificar e conseguir um retorno melhor no longo prazo na sua carteira consolidada.

É preciso ter consciência que o Brasil tem seus problemas e que muitos países que estão ali na América do Norte, na Ásia, estão melhores e, historicamente, são melhores.

Pensando no mercado americano, como é possível construir uma carteira de ações segura e rentável?

A carteira mostra a rentabilidade ao longo do prazo. Não fazemos trade, a gente olha a empresa, o fundamento, a lucratividade, a alavancagem financeira, olha o mercado, vê o posicionamento, vê as pessoas que estão na empresa, aspectos qualitativos e os quantitativos. Por exemplo: qual a experiência do CEO, do CFO, do board, da diretoria? Quem são aquelas pessoas? Elas sabem fazer aquilo, elas têm experiência, já fizeram outro projeto no passado que deu certo?

Tem toda uma análise por trás dos números que ajuda a gente a entender se a empresa é boa. Obviamente, quando a gente acha que o potencial da empresa se exauriu, a gente faz as nossas contas e vê que até um determinado patamar de preço aquilo significa um valor justo para as operações. Se a gente achar que o mercado está exagerando, a gente tenta procurar outras empresas e outras opções de investimento, e acho que isso também faz parte do risco.

Outra coisa: não ficar super alocado, não alavancar, não comprar mais do que você tem, a gente não faz nada disso, a gente tem uma posição bem conservadora. E, claro, acompanhar um pouco do macro, do que está acontecendo no mundo e de repente ficar um pouco mais exposto, um pouco menos exposto, mas isso é uma visão de longo prazo, que a gente vai construindo ao longo do tempo. Quem quer entrar no mercado para ganhar dinheiro amanhã precisa saber que é uma coisa muito difícil de ser feita, poucas pessoas conseguem, até os melhores gestores que têm as melhores informações, as melhores equipes, os melhores, algoritmos e computadores, têm dificuldade de fazer isso.

Então, para a pessoa física, se torna uma tarefa extremamente difícil. Por isso que a gente fala sempre que no longo prazo os fundamentos convergem, os preços das ações sobem porque a empresa cresce, dá mais lucro e, isso, de alguma forma, é retornado para o acionista. É mais ou menos este o pensamento da construção da carteira.

Com um mercado tão amplo, o investidor às vezes tem dificuldade de saber em que companhias investir. O que você indica para quem quer começar a investir nos EUA?

A gente tem uma assessoria aqui e o nosso grande diferencial é esse contato com o cliente. A gente tem as carteiras recomendadas, mas estamos no dia a dia da pessoa, respondendo as perguntas que surgem, seja uma pergunta técnica, do tipo: como mandar dinheiro? Como é a tributação? Como pago o imposto? Como faço a conta? Como controlo isso? Como comprar a ação, como colocar a ordem? Ou ainda respondendo  as dúvidas sobre alguma tese de investimento, na linha: “Será que se a empresa for por esse caminho X, não vai acontecer Y?”. Ou ainda “vi este gráfico mas não entendi direito o que quer dizer”. Tem todo o trabalho de dar a mão para a pessoa e fazer com que ela se sinta segura, tire suas dúvidas, tenha um suporte, um apoio para começar a investir no exterior.

Assim, eu recomendaria que, quem quer começar a investir nos Estados Unidos e não sabe como, procure um profissional que tenha mais experiência para realmente ajudar e ter todo esse suporte.

Ainda considerando o mercado americano, quais setores você considera fundamentais para o investidor ter em carteira?

Acho que isso muda um pouco ao longo do tempo, dependendo de como a economia está, de qual é o cenário. Então, às vezes, tem que estar mais exposto numa coisa que está crescendo mais, outras vezes, em outra. Hoje em dia, a gente gosta bastante do setor de consumo, do setor de saúde e do setor de telecom. Acho que são as três maiores alocações que a gente tem.

Empresas grandes como Amazon, ou mesmo a Verizon, que é a maior operadora de telefonia celular dos Estados Unidos e que está crescendo bastante no 5G, são alguns exemplos. Mas a gente sempre está olhando diversas empresas, em diversos setores, estudando, tentando entender qual o melhor, onde está a melhor oportunidade e, obviamente, ao longo do tempo, fazemos trocas na carteira. É um mercado amplo, por isso acho que não dá para ficar preso em um, dois ou três setores. As peças vão se mexendo.

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros. As opiniões expressadas nesse artigo são do entrevistado e não representam necessariamente a opinião da Stake.


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