Gabriela Mosmann
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Gabriela Mosmann: “Não é que as mulheres tenham menos interesse [em investimentos], mas há um contexto histórico

Gabriela Mosmann é economista, mestre em Finanças e Analista de Investimentos CNPI na Suno Research. Leia a entrevista completa a seguir:

O mercado de ações está se tornando cada vez mais acessível para pessoas físicas, que graças a aplicativos que simplificam o processo, conseguem acessar ativos de todas as partes do mundo. 

 

Porém, como participar deste universo sem conhecimento? É aí que entra Gabriela Mosmann, que divide seu tempo entre analisar o mercado e produzir conteúdo de educação financeira em seu canal,  com mais de 30 mil inscritos. Na entrevista abaixo ela conta como começou a investir e explica porque é necessário estudar antes de começar a se aventurar nesse mercado:

 

Como surgiu seu interesse por investimentos? Como foram seus primeiros passos?

 

Meu interesse surgiu pela necessidade. Logo quando comecei a faculdade já busquei estágio e quando recebi meu primeiro salário me questionei o que fazer com ele. 

 

Você teve educação financeira na infância?

 

Não, assim como a maior parte da população brasileiro. Cresci vendo minha família com dificuldades financeiras.

 

Como e quando começou sua história na Suno Research?

 

Entrei para o time em abril de 2019, mas já conversava e tinha bom relacionamento com a equipe desde janeiro. 

 

 Você ainda é a única mulher no time de analistas seniores da casa?

 

Sim, ainda sou a única mulher no time de analistas, porém, fora da área de análise de investimentos (que representa 10% da empresa), temos muitas mulheres, principalmente em diversos cargos de liderança.

 

Na sua visão, as mulheres têm menos interesse em investimentos ou o interesse está aumentando? O que falta para mais mulheres começarem a investir e por que é importante?

 

Não é que as mulheres tenham menos interesse, mas existe um contexto histórico. Não faz muito tempo que as mulheres podem abrir conta em banco, sem falar nas questões profissionais. Apenas nos últimos anos estamos vendo uma verdadeira evolução.

Vejo que tudo é questão de tempo, de termos mais representatividade nessa área.

 

Você é especialista no desenvolvimento de conteúdos educacionais. A produção deste tipo de material focado em finanças está a todo vapor no Brasil nos últimos tempos. A que se deve este crescimento e o que você acha da qualidade destes conteúdos?

 

Essa evolução é devido à inexistência desse tipo de conteúdo até então. As pessoas ao se depararem com esses temas logo entendem a importância dele nas suas vidas, o que gerou essa alta demanda. Mas existem conteúdos bons e ruins.

 

Quem são suas principais inspirações no mercado financeiro no Brasil e no exterior?

 

Admito que não possuo nenhum nome específico no mercado brasileiro, não por não respeitar e admirar o trabalho de outros, mas sim por sentir que o que eu quero fazer é diferente. No exterior poderia citar o nome de vários grandes investidores, como Warren Buffett, Ray Dalio e Peter Lynch.

 

Como começar a investir? Qual caminho você indica para os iniciantes? Qual investimento/setor pode ser o melhor para quem está começando? 

 

Para começar a investir é necessário ter o hábito de economizar, a partir disso é necessário apenas buscar novos conhecimentos aos poucos. Eu sempre recomendo iniciar pela renda fixa por ser mais segura e menos volátil, o que é muito mais alinhado ao perfil dos iniciantes. Para quem quer iniciar na renda variável, sugiro o setor elétrico.

 

Você investe no exterior? Acha que investir fora do Brasil também é possível para quem não tem muita experiência de mercado? 

 

Tanto invisto, como recomendo. Uma das melhores formas é por meio de ETFs, que replicam o índice S&P500. Esse tipo de investimento não requer muita análise. Para quem quer dar um passo além e investir em alguns ativos mais “alternativos”, o ideal é sim ter um pouco mais de experiência e conhecimento.

 

Em um contexto político-econômico instável, quais os principais riscos para o investidor? Como se proteger?

 

Entendo que essa é praticamente a realidade constante do Brasil, o que de certa forma já está na nossa “rotina”. Todavia, para quem deseja se proteger, o ideal é através de uma boa diversificação.

 

 

 

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros. As opiniões expressadas nesse artigo são do entrevistado e não representam necessariamente a opinião da Stake.


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