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Filho do Bull Market: “Empresas tradicionais, com histórico de geração e aumento de caixa, estão com ótimos preços”

Em entrevista para a Stake, um dos donos do perfil Os Filhos do Bull Market fala do que esperam para a economia mundial para 2022. Leia a matéria completa no De Olho em Wall Street desta semana!

Você começou a investir em momentos de alta e agora não sabe o que fazer com o mercado andando de lado? Você pode ser um filho do Bull Market, assim como o perfil de mesmo nome. A conta é administrada por duas pessoas, que por questão de privacidade preferem se manter anônimas. Um dos administradores da página falou com o De Olho em Wall Street para contar um pouco de sua trajetória e de suas perspectivas para a economia mundial em 2022.

 

Veja a conversa exclusiva:

 

Como começou a investir? Aprendeu isso com alguém?

 

Desde novo sempre quis cuidar melhor do meu dinheiro. Aos 16 anos li o livro “Pai Rico Pai Pobre”, que mudou minha maneira de olhar o dinheiro e como eu o tratava, abrindo as portas para o mundo dos investimentos. Daí para frente fui bem autodidata, sempre lendo muito, vendo vídeos e errando.

 

Qual caminho indica para quem quer começar a investir?

 

O mais importante na minha opinião é curiosidade, ler livros, ver vídeos, procurar entender porque ação “X” subiu, porque ação “Y” caiu. Entender como a empresa faz dinheiro, o mercado consumidor dela, como ela trabalha. E claro, com a mão na massa, porque a prática é bem diferente da teoria.

 

Você investe no exterior? Pensa que investir fora do Brasil também é possível para quem não tem muita experiência de mercado?

 

Sim. Comecei a investir no exterior com 20 anos. Acho que, além de possível, é imprescindível. O mercado brasileiro é um mercado muito instável e imprevisível, o maior risco para um investidor iniciante é ter investimentos apenas no Brasil.

 

Quais as principais oportunidades de se investir fora? O que perdemos quando ficamos restritos ao mercado brasileiro?

 

Lá fora estão as maiores e melhores empresas do mundo. O investidor, quando preso no Brasil, perde oportunidade de se tornar sócio de ótimas empresas, principalmente no setor de tecnologia. As quatro empresas com melhor performance nos últimos 15 anos entre as 500 maiores empresas americanas de capital aberto são do setor de tecnologia. Quem está fora desse mercado está deixando dinheiro na mesa.

 

Como avalia as diferenças do mercado americano e do mercado brasileiro?

 

O mercado brasileiro é um mercado imaturo quando comparamos com o mercado americano. Além do risco político que está sempre no radar quando falamos de bolsa brasileira, foram inúmeros casos que a política interferiu no mercado como o “Joesley Day” em 2017 e a greve dos caminhoneiros em 2018.

Poderia nos dizer em que está atento no mercado americano? Algum setor específico?

 

Ações de tecnologia. É um mercado com potencial enorme mas, neste momento, requer um pouco de atenção para entrar nele já que existem empresas que estão bem acima do valor.  O fato do mundo estar voltado para o tech, abriu brecha em empresas tradicionais com histórico de geração e aumento de caixa, que estão com ótimos preços.

 

Quais suas perspectivas para 2022?

 

Vejo que estamos no final de um dos períodos econômicos mais difíceis da história e acredito que será um ótimo ano com economia mundial voltando aos padrões pré-Covid. Um ponto que deve-se ficar de olho é a inflação, que vem crescendo em todo o mundo, e como essa inflação vai interferir no mercado, principalmente para empresas do setor de tecnologia que dependem muito dos juros baixos.

 

 

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros. As opiniões expressadas nesse artigo são do entrevistado e não representam necessariamente a opinião da Stake.


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