Everton Lopes
Share

Everton Lopes: “O impacto da educação financeira é grandioso, te traz liberdade de escolha”

Em seu primeiro emprego, Everton percebeu que muitas pessoas tinham problemas com cartão de crédito e cheque especial. Resolveu fazer algo em relação a isso e dedicou sua carreira à educação financeira

Everton Lopes é autor de 3 livros de educação financeira – “Do economês para o português – um guia de finanças pessoais”, “Seu Bolso no Divã” e “Vivendo a sua realidade financeira”. O quarto livro já está a caminho. Sua trajetória no assunto começou após perceber, ainda no primeiro emprego, a falta de organização financeira dos brasileiros.

 

Veja nossa entrevista exclusiva:

 

Como surgiu seu interesse por investimentos? Como foram seus primeiros passos?

 

Meu interesse por investimentos surgiu quando entendi que precisava viver dentro da minha realidade financeira. Com isto, conquistei um equilíbrio financeiro constante sendo somente a partir daí que consegui fazer sobrar dinheiro (coisa muito difícil para a grande maioria dos brasileiros há anos).  Nem sempre foi assim, mas, através de mudança de hábitos e comportamentos, organização e disciplina, cheguei lá.

 

Comecei a investir na velha caderneta de poupança, porém hoje, mais experiente e com  conhecimento e aprendizado, meus investimentos são bem diversificados. Invisto em IIs, Tesouro Direto, CDBs, ETFs (no exterior, por causa do pagamento dos dividendos) e ações aqui no Brasil e nos EUA. 

 

Você aprendeu educação financeira com alguém? Teve isso na escola? Por que

acha um assunto importante para ser tratado?

 

Meu aprendizado sobre educação financeira começou através da leitura de livros

como “Pai Rico e Pai Pobre” (Robert Kyosaki), “Seu Futuro Financeiro” do Prof.

Louis Frankenberg, que tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente, entre tantos

outros livros de autores do Brasil e de fora. 

 

Infelizmente não tive educação financeira na escola. O que hoje já começa a ser

uma realidade em nosso país. Tenho uma frase que responde para mim a importância do assunto para ser tratado. “Educação Financeira é um investimento com retorno garantido e serve para toda vida, independentemente de qual seja a sua profissão”.

 

De onde surgiu a ideia de ensinar educação financeira?

 

Logo quando me formei em economia (UFRGS), em 1996, fiz um curso de Perícia econômico-financeira e comecei a trabalhar. Ao longo do primeiro ano já havia percebido que os processos na área cível que pegava normalmente eram de pessoas com sérios problemas com o cheque especial e com os cartões de crédito. Daí percebi que trabalhar como educador financeiro, que na época chamavam de “Consultor de Finanças Pessoais”, era o que realmente gostaria de fazer. Foi então que, antes de fechar um ano de formado, migrei para o que hoje chamamos de Educador Financeiro. E lá se vão 25 anos e mais de 5000 alunos.

 

Como você vê o impacto da educação financeira no futuro de quem aprende isso cedo?

 

O impacto da educação financeira é grandioso, tendo em vista a possibilidade de liberdade de escolhas que seu aprendizado e implementação proporcionam no dia a dia das pessoas. 

 

Como começar a investir? Qual caminho você indica para os iniciantes?

 

Primeiro conheça o seu perfil de investidor. Depois, estude e conheça bem aquilo em que você gostaria de investir. Analise com cuidado as dicas que ouvir e procure outras fontes para entender melhor quais são as vantagens e desvantagens de determinado produto. Daí é só  começar a investir e monitorar seus investimentos. 

 

Qual investimento/setor pode ser o melhor para quem está começando?

 

Acredito que isto vai depender muito do perfil de cada investidor. O Tesouro Direto é um bom começo. No meu caso, procuro diversificar meus investimentos e direcioná-los para empresas boas pagadoras de dividendos. E um segmento que é bom pagador de dividendos é o setor de saneamento. 

 

Você investe no exterior?

 

Sim, invisto e hoje boa parte de meus investimentos são direcionados a este tipo

de investimento.

 

Pensa que investir fora do Brasil também é possível para quem não tem muita experiência de mercado?

 

Sim, certamente. Porém, acredito que é preciso um mínimo de conhecimento do mercado de renda variável para que se obtenha um bom resultado. E para quem tem a pretensão de investir no exterior e não se sente seguro o suficiente, pode começar investindo em ETFs (Exchange Traded Fund) que seguem os índices e ainda com um diferencial, pagam dividendos, diferentemente do Brasil, onde isto não acontece.

 

Como avalia as diferenças do mercado americano e do mercado brasileiro?

 

Um mercado com muito mais oportunidades e bem mais diversificado que o mercado brasileiro.

 

Em um contexto político-econômico instável, quais os principais riscos para o investidor? Como se proteger?

 

Quero dizer que sempre haverá riscos. Pois a economia é cíclica. Brinco dizendo que a economia é como um cobertor curto, pois se cobrirmos os pés, certamente vai descobrir a cabeça e vice-versa. Quis dizer com isto, também, que a economia é como se fosse uma moeda, onde de um lado temos os riscos, e do outro as oportunidades. E isto se apresentará conforme o contexto político-econômico que estamos vivendo. E estaremos aproveitando o lado da moeda na qual escolhemos viver a nossa vida financeira. Mas como se proteger? Minha resposta para esta pergunta é “conhecimento e aprendizado constante”, aliado a utilização das ferramentas que o mercado de investimentos oferece em seus mais variados segmentos.

 

 

 

 

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros. As opiniões expressadas nesse artigo são do entrevistado e não representam necessariamente a opinião da Stake.


Não tem o app da Stake?

Saia na frente! Ganhe uma ação da Nike, Dropbox, GoPro ou uma ação surpresa se você fizer um depósito mínimo de R$500 nas primeiras 24h após a abertura da conta.


Relacionados