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Educando e transformando devedores em investidores com Roberto Guedes

Conversamos com Roberto Guedes, CEO do Viver de Rendimentos, e co-autor do livro Assessorando a Sua Riqueza. Confira o bate-papo exclusivo.

Viver de renda passiva é ou não é o sonho de quase todos os investidores? Para ajudar a transformar este sonho em realidade, difundir educação financeira e transformar devedores em investidores, Roberto Guedes deixou um cargo público, em 2019, e colocou toda sua energia em um projeto, o Viver de Rendimentos.

Hoje está finalizando sua formação CNPI e atinge, com seus conteúdos, mais de 500 mil pessoas diariamente. 

Confira o bate papo exclusivo de Roberto Guedes e descubra os caminhos para investir e viver de rendimentos. 

Você é formado em administração, atuou em grandes empresas por muitos anos, como se interessou por investimentos?

Cursei administração de empresas e, após a graduação, fiz uma especialização em finanças. Ali foi meu despertar, há 10 anos, quando tive uma aula chamada mercado de capitais e conheci a bolsa de valores. Iniciei essa trajetória a partir deste momento, porém, tarde, infelizmente, como a maioria das pessoas que não têm este conhecimento por meio da escola e ficam com informação defasada. 

Hoje, com o avanço da tecnologia da informação, está mais fácil e não é à toa que a gente vê o número de investidores crescendo na bolsa de valores. Comecei a investir e, em paralelo, estava estudando para concurso público — passei na Copel (Companhia Paranaense de Energia). Antes da Copel, trabalhei na JMalucelli Seguradora, na CVC turismo, como assistente financeiro e, antes disso, trabalhei com meu pai na loja de ferragens Guedes, onde adquiri minha experiência inicial de trabalho e aprendi a trabalhar com público direto. Tive boas experiências em todas as empresas em que trabalhei.

Quando decidiu que queria mudar de carreira e como foi essa transição?

Estudei finanças na época da Copel e, no final da minha trajetória, comecei a fazer a  transição de carreira utilizando a estratégia road map com um amigo que é coach. Fiz um planejamento de um ano onde cumpri etapas para chegar no objetivo final, que era a saída da Copel. Construí uma reserva de emergência consolidada, com 20 meses de salário, para evitar qualquer tipo de transtorno financeiro.

No momento em que estava saindo da Copel, há 1 ano e meio, fiz também uma transição de vida. Sai de Curitiba e fui morar em Florianópolis. Meu objetivo era buscar qualidade de vida e equilíbrio. Sempre falo em equilíbrio, não é só dinheiro que importa.

Como você se tornou investidor em bolsa de valores e quando você começou a investir no exterior?

No exterior, eu invisto principalmente em ETF, já há 6 anos. Comecei minha carteira no exterior investindo no Brasil por meio do IVVB11 (um ETF negociado na bolsa de valores que permite ao investidor brasileiro aplicar nas maiores empresas negociadas na bolsa de valores norte-americana). Depois avancei e agora invisto diretamente nos Estados Unidos. Além de ETFS, como o da S&P500 e a VNQ (Vanguard Real Estate), também invisto em algumas companhias que integram as FAANG’s (Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google).

Tenho, atualmente, 20% da minha carteira no mercado exterior, tendo em vista que a gente tem que diminuir a volatilidade da carteira. Acho que esse é o real sentido de colocar o dinheiro lá fora, para diminuir o risco do país, afinal, o Brasil tem um rating bem baixo e é um país de risco. Investir fora significa investir em moeda forte e também diversificação, tanto geográfica, quanto econômica. É extremamente importante reduzir a volatilidade da carteira.

Mas, deixando claro que também gosto muito do mercado brasileiro e fundos de investimento imobiliários compõem 60% da minha carteira. Gosto porque gera renda passiva, todos os meses cai dinheiro na minha conta, e isso é muito bom. Aqui no Brasil, minha carteira é 60% em fundos imobiliários e 40% em ações. Do total, 10% ficam em reserva de emergência, ou seja em uma reserva de liquidez para suprir qualquer eventualidade. 

Agora também invisto em criptomoedas, mas adquiro os produtos voltados para o longo prazo. Minha escola é totalmente fundamentalista, não penso em vender nada do que compro, a não ser que as ações, por exemplo, estejam perdendo suas características. 

Este ano estou em formação para tirar o CNPI (Certificado Nacional de Profissional de Investimento), que vai ser um diferencial. Sem certificação no mercado não dá, é necessário, o mercado está exigindo muito. 

Como nasceu o projeto Viver de Rendimentos? Até o momento, quantas pessoas já foram impactadas com seu método?

O Viver de Rendimentos surgiu há 6 anos e hoje atinge, em todas suas redes sociais, 500 mil pessoas. Além do Instagram, onde coloquei toda minha força, agora tenho canal no Youtube, que já está chegando a 15 mil inscritos, Telegram, com 10 mil inscritos, Tik Tok, também com 10 mil inscritos, e grupos no Whatsapp, onde apresento materiais especiais.

O Viver de Rendimentos surgiu de um projeto “ganha-ganha”, lá atrás. O “ganha-ganha” que eu falo é uma estratégia de um livro chamado “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”. Tenho vários colegas no marketing digital que são donos, hoje, de páginas grandes. Para a gente crescer no Instagram, a gente ajudava um ao outro por meio de um projeto que chama liga motivacional. 

Passei por este processo de crescimento de página, comecei abordando muito renda fixa e fui evoluindo. Hoje a página fala muito sobre a bolsa de valores brasileira, fundo de investimento imobiliário e ações, nada além disso. A ideia é trazer, também, aos poucos, mais informações sobre investimento no exterior, colocar informações do mercado internacional, justamente pela questão da importância de dolarizar a carteira. Conforme a audiência vai evoluindo, eu vou formatando a página para trazer um serviço bacana que agregue a todos.

Como Viver de Rendimentos e como montar uma carteira de ações estratégica e receber proventos mensais?

Primeiramente, é importante investir em empresas consolidadas  no mercado, com baixo endividamento, lucrativas ou com lucros crescentes, empresas que vão pagar dividendos. Não adianta investir em empresas em recuperação judicial ou com prejuízo. Meu propósito é trazer segurança ao investidor, ajudando ele a investir em empresas consolidadas no mercado, perenes, que ofereçam um serviço que não vai acabar do dia para noite. Um bom exemplo são as companhias de energia elétrica.

Além disso, é necessário buscar diversificar a carteira entre essas empresas perenes e também ficar atento a outras oportunidades dentro da bolsa de valores, principalmente em fundos de investimento imobiliários, onde há renda mensal passiva. 

Fundos de investimentos imobiliários costumam ter pagamento mensal, 95% do lucro do fundo do semestre é dividido mensalmente. Já as empresas com capital aberto não costumam realizar pagamentos mensais, a maioria paga por trimestre. 

Tenho no meu canal no Instagram um projeto bem bacana onde faço a divulgação das empresas que vão distribuir dividendos na semana. Toda semana tem empresa pagando dividendo, então é totalmente possível você montar uma carteira para receber semanalmente, mas não é interessante porque isso é pulverizar carteira – a diversificação é recomendável, mas pulverização não aconselho porque também pulveriza o retorno e não diminui o risco.

Cada vez mais brasileiros estão investindo no exterior, sobretudo nos Estados Unidos. Na sua opinião, quem está começando também deve investir em ações fora do Brasil? Por quê?

O  número de pessoas investindo na bolsa brasileira está avançando muito, está ocorrendo um despertar, mas vejo ainda que o mercado tem muito a crescer, estamos engatinhando, estamos no berço, na verdade, nessa questão dos investimentos em bolsa de valores. Mas sim, já tem muita gente investindo no exterior e, como disse, é importante por vários motivos: diversificar e para diminuir o risco no país. 

Tenho um curso em que mostro para os iniciantes o caminho para investir fora e há uma disposição minha de querer ensinar mais sobre o assunto. É extremamente importante que cada vez mais os brasileiros despertem para o mercado internacional. Atualmente, com o avanço tecnológico, investir no exterior está se tornando mais fácil – e a tendência é que melhore ainda mais este fluxo para a  bolsa dos Estados Unidos, com as informações chegando mais rápido e com corretoras que estão se adaptando ao público brasileiro oferecendo a possibilidade de investir fora em português.

Hoje em dia o acesso ao mercado financeiro está muito mais democratizado e as pessoas estão entendendo que não é só quem tem muito dinheiro que pode se tornar investidor. A que se deve essa mudança de pensamento? 

O que estou percebendo atuando no mercado financeiro é que a gente tem que ir atrás dessas pessoas, buscá-las e incentivá-las, porque muita gente, ainda hoje, tem medo. Muita gente ainda tem algumas crenças que as limitam, que bolsa é cassino, coisa do tipo, e  isso trava as pessoas de uma forma que elas não conseguem avançar na bolsa de valores daqui e aí fica difícil avançar para o exterior também. 

O papel dos influenciadores está sendo bem importante para ajudar a resgatar  a confiança das pessoas, mudar este mindset. Eu vejo a necessidade de ir atrás dessas pessoas, falo sobre o assunto e faço essas divulgações para recrutar mais gente para o mercado financeiro. Não adianta ficar lendo minha página e não agir.

O investimento está sim cada vez mais democrático, você consegue investir com 5 reais , mas a gente precisa mostrar isso ao investidor, entregar para ele segurança: é renda variável sim, tem risco sim, mas se a gente investir com base em fundamentos, é possível trilhar um caminho de sucesso na bolsa de valores. 

Vale destacar que a bolsa tem que ser utilizada como caminho para acumular patrimônio de longo prazo. Não pode ser uma fonte milagrosa, você não vai ficar milionário do dia para a noite, ela vai potencializar seus ganhos por meio do empreendedorismo, do seu salário, suas fontes de renda, e vai contribuir para  a evolução do seu patrimônio financeiro. 

É trabalhar bastante, 10, 20, 30 anos, mas sabendo que o resultado vem.

E tem mais: Infelizmente, grande parte da população brasileira está endividada e isso tem que mudar. O investimento é a mudança de mindset, é quando a pessoa começa a eliminar as dívidas e passa a prosperar. Prosperidade é a palavra-chave que anima a pessoa a correr atrás dos seus objetivos. Se a educação financeira falhou lá atrás, estamos aqui para tentar ajuda.

*Esse conteúdo é apenas para informação e não deve ser entendido como uma oferta ou recomendação de investimentos. Performance passada não garante resultados futuros. As opiniões expressadas nesse artigo são do entrevistado e não representam necessariamente a opinião da Stake.


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